A ópera de Capitu:
as agregadas diante das transformações político-sociais do fim do império nos romances de Machado de Assis (1870-1880)
Palavras-chave:
História e literatura, Machado de Assis, Segundo ReinadoResumo
O Paternalismo, segundo Sidney Chalhoub (2012), é uma forma de idealização da realidade dominada pelos senhores. Durante muito tempo, o que chamamos de História foi justamente a descrição desse mundo idealizado. Haja vista que foram estes senhores, os proprietários da terra, que conseguiram, com os lucros obtidos por meio da exploração, fazerem-se intelectuais, os autores das fontes usadas para interpretar a sua realidade. Foi a esse mundo idealizado, planificado, que tivemos acesso como a história de nosso povo e de nossas organizações. Pouco espaço havia para a história escrita por pessoas comuns, a maior parte da população. O que se pretende neste artigo é analisar a representação de um desses grupos subestimados, as agregadas. Através da análise dos romances Helena, 1876, Iaiá Garcia, 1878, Casa Velha, 1885 e Dom Casmurro, 1899, escritos pelo célebre escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis, pretende-se compreender a representações das agregadas, sobretudo das ações realizadas por cada uma delas diante das transformações sociopolíticas das últimas duas décadas do Segundo Reinado.
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