O MONSTRO QUE SEMPRE FUI

o discurso sobre prostituição e os assassinatos de Nenê Romano e Antonieta Dina

Autores

Palavras-chave:

Nenê Romano, Antonieta Dina, Prostituição, Discurso, Monstruosidade

Resumo

Por meio deste artigo, propõe-se uma análise crítica dos discursos que não somente repercutem, mas constituem a vida e a morte das prostitutas Nenê Romano e Antonieta Dina durante as décadas de 1920 e 1930. Para isso, os periódicos “O Combate” e “Diário da Tarde” serão mobilizados de modo a percebermos as reportagens e fotografias jornalísticas como discursos que produzem e perpetuam as violências sofridas pelas meretrizes, projetando sobre elas uma imagem de monstruosidade. Breves, os registros sobre Romano e Dina nas fontes analisadas exigem a adoção de ferramentas teórico-metodológicas como a Teoria da Monstruosidade, o que é feito com o objetivo de esboçar um caminho para a ressignificação do corpo monstruoso, propondo, com isso, uma recusa ao arquivo da prostituição, ainda que a investigação parta inicialmente dele.

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Biografia do Autor

LAIS DEODATO MORALES, Universidade Federal do Paraná

Mestranda em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Referências

Fontes

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Publicado

2026-08-01