LITERATURA E BRASILIDADE
o possível projeto de nação da Revista Brasileira da Academia Brasileira de Letras (1941 – 1945)
Palavras-chave:
Academia Brasileira de Letras, Revista BrasileiraResumo
O presente ensaio buscará apresentar as reflexões iniciais que giram em torno do empreendimento editorial promovido pela Academia Brasileira de Letras (ABL) no processo de reinvindicação do periódico Revista Brasileira (RB), objeto de estudos no atual projeto de doutoramento em andamento pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais. Como previamente estipulado pelas orientações prestadas para a realização deste trabalho, me permitirei um diálogo mais aberto e talvez menos academicista nas breves páginas que se darão a seguir – aproveitando a oportunidade, inclusive, para considerações mais francas com e sobre as fontes que pretendo analisar ao longo dos próximos quatro anos. Ainda que não domine plenamente o ensaio enquanto produção textual, em parte por desconhecimento da forma, em muito pela adequação quase automática à escrita acadêmica; tentarei explorar ao máximo as possibilidades abertas através desta proposta de escrita que flerta a academia histórica, em sua essência e objetivo, com a Literatura e o fazer literário.
Downloads
Referências
ACADEMIA Brasileira de Letras. As quatro fases da “Revista Brasileira”. In: ACADEMIA Brasileira de Letras. Revista Brasileira. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 1941, p. 248-249.
BENJAMIN, Walter. História da literatura e ciência da literatura. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2016.
CARNEIRO, Levi. Discurso de posse. In: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (ABL). Disponível em: <https://www.academia.org.br/>. Acessado em 14 ago. 2022.
CHARTIER, Roger. A mão do autor e a mente do editor. São Paulo: Editora Unesp, 2014.
DUTRA, Eliana. Circuitos de mediação intelectual no Brasil e na Argentina: literaturas nacionais e trocas culturais transnacionais. In: GOMES, Ângela de Castro; HANSEN, Patrícia Santos. Intelectuais Mediadores: práticas culturais e ação política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016, p. 216-260.
EAGLETON, Terry. Marxismo e crítica literária. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
FRANCO NETO, Mauro. A Revista Brazileira (1895-1899) e o espaço letrado finissecular: experiência do tempo e os desafios da ciência evolucionista no Brasil. Sæculum – Revista de História, vol. 40, João Pessoa, jan./jun. 2019, p. 43-62.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
GOMES, Ângela de Castro; HANSEN, Patrícia Santos. Intelectuais, mediação cultural e projetos políticos: uma introdução para a delimitação do objeto de estudo. In: __________. Intelectuais Mediadores: práticas culturais e ação política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016, p. 7-39.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Editora Centauro, 2006.
MARTINS, Maro Lara. Intelectuais e experiência intelectual: modos de usar. In: CABRAL, Cleber Araujo (et al) (orgs). Cultura Intelectual em Perspectiva: linguagens, instituições e trajetórias. Belo Horizonte: Editora Letramento, 2020, p. 143-161.
RICUPERO, Bernardo. O romantismo e a ideia de nação no Brasil (1830-1870). São Paulo: Martins Fontes, 2004.
SARLO, Beatriz. Intelectuales y revistas: razones de una práctica. América: Cahiers du CRICCAL, n. 9-10, 1992, p. 9-16.
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na primeira república. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
VELLOSO, Monica Pimenta. História, literatura e memória: uma discussão sobre universos
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


