A escrita enquanto inferno:

Saramago, Dante e a ironia de Lukács

  • Isabela Padilha Papke Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Sujeito, Ironia, Épica, Romance

Resumo

O presente trabalho, tem por objetivo, realizar uma análise da crônica “Sem um braço no inferno”, presente no livro, A bagagem do viajante (2017), do autor português, José Saramago, através do uso conceito de ironia enquanto reconhecimento da impotência do sujeito por si mesmo, cunhado por Gyorgy Lukács, em sua obra Teoria do Romance (2009). Nossa intenção, portanto, parte do pressuposto de revelar o como, o autor, faz o uso desta figura de linguagem, para representar o descontentamento do sujeito protagonista mediante ao caráter finito da vida humana, fazendo uso de uma margem alegórica de interpretação do conceito, de modo a incorporar a ironia enquanto personagem em sua ficção.

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Biografia do Autor

Isabela Padilha Papke, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

É Doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É Mestra na área de Estudos Literários pela Universidade Estadual de Maringá e Licenciada em Letras Habilitação Única - Português e Literaturas correspondentes pela mesma Universidade. É revisora ortográfica na Revista “História em Curso”, revista científica dos alunos do curso de História da PUC-Minas, membro do Grupo de Estudos em História e Literatura da PUC-Minas (GEHISLIT) e membro do Grupo de Estudos Literaturas e Ditaduras da PUC- SP. (GELD) ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9127-1698.

Publicado
09-09-2022
Como Citar
Papke, I. P. (2022). A escrita enquanto inferno: . Cadernos CESPUC De Pesquisa Série Ensaios, (40), 38-51. https://doi.org/10.5752/P.2358-3231.2022n40p38-51