A (IN)VISIBILIDADE DO IDOSO INSTITUCIONALIZADO DIANTE DA PANDEMIA DE COVID-19

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Poliana Luzia da Silva

Resumen

O presente trabalho discorre sobre a (in)visibilidade do idoso, em especial do idoso institucionalizado durante esse tempo de pandemia do covid-19. No intuito de apresentar o despreparo da sociedade e a falta de ações afirmativas por parte do estado que visem garantir uma velhice digna e saudável para esse crescente número de idosos. Assim, o presente estudo visa analisar como os idosos, assim como as ILPIs são invisíveis perante a sociedade, e como a pandemia do Covid-19 de certa forma chamou a atenção para elas, de forma a aflorar os problemas que já eram preexistentes. Para tanto, é necessário entender o processo de envelhecimento da população brasileira e os constantes fenômenos da atualidade. Diante do exposto, o presente trabalho busca situar a vulnerabilidade do idoso em meio a uma sociedade que tapa os olhos para suas necessidades e escolhas, bem como, que exerce uma negação velada as instituições de longa permanência e ao processo de envelhecimento, uma vez que pouca ou senão nenhuma atenção lhe são dadas. Desta feita, é premente a necessidade de se voltar a esta camada senil de indivíduos que, por ora, encontra-se proscrita, de forma a viabilizá-la e assegurá-la dignas condições de vida, reinserindo-as ativamente na sociedade  por meio de políticas sociais.

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Biografía del autor/a

Poliana Luzia da Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Graduada em Direito Pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais / Barreiro. Durante a Graduação atuei em projestos de extensão, monitoria e grupos de pesquisa e estudos. Aprovada na OAB. Colei grau em Janeiro de 2022. Nota máxima na monografia com indicação para publicação. Pós graduanda em Direito Constitucional, Imobiliário, Família e sucessões. Atualmente estagiária de Pós Graduação no Ministério Público de Minas Gerais e integrante de Projeto de Pesquisa denominado: O Direito a saúde e a convivência familiar na perspectiva do idoso institucionalizado em tempos de pandemia de Covid-19.

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