Quem Pode Falar na Escola? Conflitos e Confrontos Entre Jovens do Ensino Médio

Autores

  • Luciana Gageiro Coutinho
  • Amanda Andrade Lima
  • Théo Lepak Millet
  • Gabriel Faria Botelho Tostes

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2025v31p31-56

Palavras-chave:

Adolescência, Psicanálise, Colonialidade, Escola, Laço social

Resumo

O artigo discute o sofrimento psíquico de adolescentes em escolas públicas brasileiras, destacando sua dimensão sociopolítica atrelada aos mecanismos de silenciamento como efeitos das relações de poder e de colonialidade presentes nesses espaços. Foi construído a partir de uma experiência de pesquisa/extensão em uma escola da rede estadual do Rio de Janeiro, em que foram realizadas oficinas de produção de quadrinhos com estudantes do Ensino Médio. A metodologia baseou-se na pesquisa-intervenção aliada à psicanálise, utilizando crônicas como forma de registro das narrativas produzidas nas oficinas. Tais narrativas apontam para impasses nos laços sociais na escola, expressos frequentemente em situações de conflito que se traduzem em confrontos com/na escola e para a ausência de escuta da instituição para as questões dos adolescentes em sua diversidade e singularidade.  Desse modo, nota-se que o contexto escolar pode perpetuar silenciamentos e segregações, tendo efeitos no trabalho da adolescência. As oficinas demonstraram o potencial da palavra como ferramenta para ressignificar o mal-estar e promover novos enlaces, favorecendo práticas decoloniais no ambiente escolar.

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Publicado

2026-07-10

Edição

Seção

Dossiê Entre Conflito e Confronto: A Função Política da Palavra na Educação