O Lugar Social do Autismo na Contemporaneidade e o Mal-Estar na Educação

Autores

  • Mônica Maria Farid Rhame
  • Nathália Lopes Machado

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2025v31p184-204

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, psicanálise, educação

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir, a partir da psicanálise, como as transformações da concepção de autismo, bem como o lugar social ocupado pelos sujeitos designados autistas têm produzido desdobramentos para a educação. Para tanto, retomamos elementos do percurso de construção do autismo como quadro nosográfico por Leo Kanner e Hans Asperger nos anos 1940, bem como sua renomeação e ressignificação como Transtorno do Espectro Autista (TEA) pelo DSM-V (2013). Considerando esse contexto, analisamos a associação do TEA à deficiência no Brasil e destacamos a emergência de redimensionamentos na abordagem do tema que se impõem paradoxalmente, seja pela sua aproximação ao modelo social de deficiência, seja pelo fortalecimento da perspectiva da neurodiversidade, que reafirma parâmetros cerebrais. Por fim, interrogamos os efeitos desse percurso para o laço social e problematizamos como essas mudanças têm revelado outras dimensões do mal-estar na educação.

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Publicado

2026-07-10

Edição

Seção

Dossiê Entre Conflito e Confronto: A Função Política da Palavra na Educação