O Ensino Como Ato Poético

Tessituras Entre o Ritmo e o Comum

Autores

  • Simone Zanon Moschen

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2025v31p205-220

Palavras-chave:

psicanálise, ensino, poética, ritmo, comum

Resumo

Desde a visada da psicanálise, a educação poderia ser pensada como um processo que promove o laço social em que se sustenta um ethos comum. Esse comum, porém, na medida em que é tecido pelos fios do simbólico, não retira sua consistência da fixação na positividade de um sentido unívoco, mas, ao contrário, ganha sua força na abertura ao novo que a linguagem carrega consigo. Partindo dessa perspectiva, esse ensaio busca discutir o lugar reservado ao poético como um fazer com o ritmo, no deslocamento de um exercício de linguagem que, em nossos tempos, tem se sustentado, cada vez mais, na cristalização dos sentidos, à revelia e na contramão da necessária abertura de que se alimenta o alargamento do pensamento. Para tanto, o texto retoma o ensino de Freud e Lacan em tessitura com as proposições de Barthes, no seminário, de 1976-77, “Como viver junto”.

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Publicado

2026-07-10

Edição

Seção

Dossiê Entre Conflito e Confronto: A Função Política da Palavra na Educação