O ESTUDO DA HISTÓRIA E A DESMISTIFICAÇÃO DO RACISMO NOS LIVROS DIDÁTICOS:
Representações do Indígena e do Afro-brasileiro
Resumo
O presente artigo busca analisar as representações do indígena e do afro-brasileiro nos livros didáticos de História, discutindo como essas imagens e narrativas contribuem para a manutenção do racismo estrutural no ambiente escolar e discutir possíveis caminhos para essa desconstrução. Partindo da compreensão de que o ensino de História é fundamental para a formação da identidade individual e coletiva, o estudo destaca o papel central dos livros didáticos na construção do imaginário social e cultural dos estudantes. A pesquisa se baseia na análise de materiais didáticos utilizados no 7º ano da Educação Básica (2024–2027), observando como a abordagem eurocêntrica ainda prevalece, com representações limitadas e estereotipadas que reforçam a visão do europeu como protagonista e reduzem indígenas e negros à condição de coadjuvantes ou vítimas. Com apoio teórico em autores como Hobsbawm (2004), Schwarcz (1993), Munanga (2005) e Fanon (1952), o trabalho evidencia que a invisibilidade ou a distorção dessas identidades no contexto educacional perpetua hierarquias sociais e culturais demarcadas pela questão racial. Apesar dos avanços promovidos pelas Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, a efetividade dessas políticas depende da revisão crítica dos materiais e da formação docente de qualidade. Conclui-se que é urgente descolonizar o conteúdo escolar, promovendo uma educação antirracista que valorize as histórias e culturas afro-brasileira e indígena. Transformando as representações utilizadas nos livros didáticos e buscando reconhecer afro-brasileiros e indígenas como agentes históricos. Sendo esse, um caminho essencial para a construção de identidades plurais, inclusivas e críticas, capazes de transformar a escola em um espaço de equidade e justiça social.
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