O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA EDUCAÇÃO:

percepções, práticas e implicações éticas

Autores

  • Guilherme José Pereira
  • Edneia Venâncio Alves Sobrinho

Resumo

A incorporação da Inteligência Artificial Generativa (GenIA) na educação tem provocado transformações significativas nas práticas pedagógicas, ao ampliar as possibilidades de personalização do ensino, diversificar estratégias didáticas e oferecer suporte ao trabalho docente. A GenIA, baseada em modelos de redes neurais adversariais e linguagens de grande porte, possibilita a geração de conteúdos variados e relevantes, com potencial para qualificar a mediação pedagógica e a orientação aos estudantes. Entretanto, sua adoção enfrenta desafios importantes, como a ausência de formação específica para os professores, a insegurança quanto à confiabilidade dos sistemas e a inexistência de normativas institucionais claras. Também se impõem questões éticas relacionadas ao uso de dados sensíveis, à definição da autoria de produções automatizadas e à reprodução de vieses algorítmicos, requerendo regulamentação e políticas públicas comprometidas com a equidade e a transparência. Estudos recentes demonstram que, embora muitos docentes reconheçam as vantagens operacionais da GenIA e a utilizem em atividades práticas, sua integração ao cotidiano escolar ainda é restrita. Tal constatação evidencia a necessidade de ações estruturais e formativas que favoreçam uma apropriação crítica, ética e contextualizada dessas tecnologias. A consolidação de uma rede de apoio institucional, associada a diretrizes normativas e investimentos em infraestrutura e capacitação, é essencial para a GenIA contribuir, efetivamente, para uma educação mais criativa, justa e situada nas realidades escolares.

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Publicado

2025-12-31