IRRESPONSIVIDADE VAGOLÍTICA COM O USO DE ESCOPOLAMINA PARA TRATAMENTO DE BRADIARRITMIAS EM CADELA SHIH-TZU SUBMETIDA À OVARIOHISTERECTOMIA: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Anestesia canina, Parada sinusal, Bloqueio atrioventricular, Arritmias cardíacas, EletrocardiografiaResumo
Relato de caso de uma cadela Shih-tzu encaminhada ao Centro Veterinário da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, unidade Lourdes, para realização de uma OVH eletiva. Alterações cardiorrespiratórias representam um importante desafio durante a manutenção anestésica, sobretudo quando envolvem distúrbios de condução cardíaca. Em raças braquicefálicas, a conformação das vias aéreas superiores pode intensificar a instabilidade fisiológica no período perianestésico. incluindo aumento da ocorrência de eventos respiratórios e outras alterações clínicas decorrentes de aumento do tônus vagal. Nesse caso, a paciente apresentou no ECG paradas sinusais intermitentes com duração superior a dois segundos, associadas a episódios de bloqueio atrioventricular de segundo grau (Mobitz tipo II). O primeiro tratamento de eleição foi a escopolamina, fármaco anticolinérgico previamente planejado no protocolo anestésico como adjuvante para analgesia visceral, sendo utilizada, neste contexto, como abordagem fora de bula para reversão da bradiarritmia, entretanto, não houve resposta clínica significativa. Em seguida, foi administrado a atropina após a qual observou-se restabelecimento da frequência cardíaca da pressão arterial média. Embora a escopolamina, também anticolinérgico, possua ligação similar aos receptores colinérgicos M1 do coração, sua eficácia em corrigir alterações de ritmo não se mostra tão eficaz quanto ao da atropina. Além disso, ao aumentar o ritmo sinusal, as arritmias ventriculares são suprimidas, o que consiste em um recurso terapêutico essencial em situações de comprometimento hemodinâmico induzido por bradiarritmias.
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