PREVALÊNCIA DE HELMINTOSES E EIMERIOSE EM BOVINOS DE CORTE TERMINADOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO EM FRIGORÍFICO
Resumo
O Brasil detém o maior rebanho comercial bovino do mundo e ocupa posição de destaque na exportação global de carne, evidenciando a relevância econômica da bovinocultura nacional (IBGE, 2024; ABIEC, 2025). A sustentabilidade produtiva do setor está diretamente relacionada à eficiência sanitária dos sistemas de produção, sendo as parasitoses gastrointestinais, especialmente helmintoses e eimerioses, importantes entraves ao desempenho zootécnico e à rentabilidade, em função da redução do ganho de peso, da piora na conversão alimentar e das perdas econômicas associadas (GRISI et al., 2014; RODRIGUES et al., 2022). Em bovinos adultos, essas infecções frequentemente apresentam caráter subclínico, dificultando o diagnóstico e favorecendo o uso empírico de antiparasitários, prática que contribui para o desenvolvimento de resistência parasitária e redução da eficácia terapêutica (DELGADO, 2009; NEVES et al., 2014). Além disso, falhas no manejo sanitário no período pré-abate podem resultar em prejuízos econômicos e riscos relacionados à presença de resíduos. Embora haja ampla literatura sobre parasitoses em animais jovens, ainda são escassos estudos voltados a bovinos destinados ao abate. A avaliação parasitológica nessa fase constitui ferramenta epidemiológica relevante para estimar a circulação dos agentes e analisar possíveis variações sazonais e regionais. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a ocorrência e a intensidade de infecções por helmintos e Eimeria spp. em bovinos abatidos sob inspeção estadual em Minas Gerais.
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Copyright (c) 2026 Leticia Gobbo, Mariana Braga Jordão, Ingrid Guidi Ribeiro, Ana Clara Nogueira Gonçalves, Maria Eduarda Amaral Dornas, Alan Figueiredo de Oliveira , Rafahel Carvalho de Souza, Luiz Otávio Antunes Fonseca, Lorrayne Eduarda Fernandes de Souza

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