A Espermatogênese do sagui como modelo experimental para estudos da fertilidade humana

Autores

  • Bárbara Maria Campos Cardoso Puc minas
  • Laura Cecília Borba pereira
  • André Lucas Caldeira Brant
  • Deila Jordão Franco sabato
  • Laura Malta Lima Fernandes Dantas
  • Alice Eduarda Valadares Pereira

Palavras-chave:

Espermatogonias, modelo experimental, morfologia testicular, morfologia reprodutiva, primatas nao humanos

Resumo

INTRODUÇÃO: As células-tronco espermatogoniais (SSCs) são essenciais para a fertilidade masculina, porém suas subpopulações ainda são pouco compreendidas. Nesse contexto, o sagui (Callithrix penicillata) destaca-se como modelo experimental promissor devido às suas semelhanças com a espécie humana. MATERIAL E MÉTODOS: Testículos de cinco saguis adultos (CEUA- UFMG 243/2016) obtidos por meio de castração. As amostras foram processadas para microscopia de luz e alta resolução, com inclusão em parafina e resina. Foram quantificados os subtipos de SSCs (Advac, AdNovac e Apale), espermatogônias diferenciadas (B) e espermatócitos ao longo do ciclo do epitélio seminífero. Adicionalmente, realizou-se imunohistoquímica com MCM7 para avaliação do índice proliferativo. RESULTADOS e DISCUSSÃO: O ciclo do epitélio seminífero no sagui apresentou maior frequência no estágio IV, com estágios I e II também elevados, enquanto VI a VIII mostraram menores frequências. O estágio IX voltou a aumentar, evidenciando o caráter cíclico do processo. Na cinética, AdVac e AdNovac apresentaram baixas médias (1,08 e 1,17 células/Sertoli). Apale variou (3,0 ± 0,5), com pico no estágio IV, destacando-se entre as espermatogônias indiferenciadas. Sua redução foi acompanhada pelo aumento de B1 (~4,1), seguido por B2 (~3,7) e PL
(~1,6), indicando a progressão celular. As células de Sertoli mantiveram-se estáveis ao longo do ciclo, refletindo suporte contínuo à espermatogênese. Em relação a imunohistoquímica foi observado maior índice proliferativo nas espermatogônias do tipo B (75% ± 3,5%), em comparação às populações do tipo A: Apale (53% ± 1,7%), AdNovac (49% ± 13,4%) e AdVac (34% ± 8,9%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os dados sugerem que as SSCs AdVac e AdNovac são quiescentes, enquanto as Apale apresentam maior variação ao longo do CES. As espermatogônias diferenciadas indicam renovação sequencial, e a análise do índice proliferativo indica uma tendência 195 de redução da célula do tipo B até a Advac, sendo necessário novos experimentos com mais saguis são necessários para aumentar a precisão do estudo.

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Publicado

2026-09-09

Como Citar

Campos Cardoso, B. M., Borba pereira, L. C., Caldeira Brant, A. L., Franco sabato, D. J., Fernandes Dantas, L. M. L., & Valadares Pereira, A. E. (2026). A Espermatogênese do sagui como modelo experimental para estudos da fertilidade humana. Sinapse Múltipla, 15(1), 683–684. Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/sinapsemultipla/article/view/38169

Edição

Seção

SINAPSE DA SAÚDE