SUBDIAGNÓSTICO DE ARBOVIROSES EM CRIANÇAS

EVIDÊNCIAS MOLECULARES EM UM HOSPITAL DE BELO HORIZONTE-MG

Autores

  • Mariana Rodrigues Ferreira PUC Minas
  • Rafaela Bergamini Resende Silveira Aluna de Iniciação científica, graduanda do curso de Biomedicina na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Arielle Teixeira Silva Aluna de Iniciação científica, graduanda do curso de Biomedicina na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Sabrynna Brito Oliveira Biomédica, Doutora em Microbiologia. Professora do Departamento de Biomedicina na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
  • Erica Azevedo Costa Médica Veterinária. Professora do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Escola de Veterinária da UFMG

Palavras-chave:

Arbovírus, Detecção Molecular, PBMC

Resumo

INTRODUÇÃO: As arboviroses, como Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela e Oropouche, constituem um relevante problema de saúde pública por serem transmitidas por artrópodes e apresentarem ampla circulação no Brasil. Embora possuam etiologias distintas, essas infecções compartilham manifestações clínicas semelhantes, o que dificulta o diagnóstico diferencial na rotina hospitalar, especialmente na população pediátrica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar a incidência molecular de arboviroses em crianças atendidas em um hospital de Belo Horizonte (MG) no período de 2024 a 2025. MATERIAL E MÉTODOS: Amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses são coletadas pelo Hospital Infantil Padre Anchieta e triadas por testes imunocromatográficos para Dengue, Zika ou Chikungunya. Em seguida, são direcionadas para o laboratório de Biologia Molecular da PUC Minas, Campus Lourdes, onde são registradas e processadas para a coleta das células mononucleares do sangue periférico - PBMC. A amostra é submetida à extração de material genético seguida por PCR convencional ou qPCR utilizando iniciadores gênero-específicos para investigação de flavivírus ou alfavírus. RESULTADOS e DISCUSSÃO: Entre maio/2024 e maio/2025, foram coletadas mais de 2.000 amostras; 171 foram analisadas por qPCR, com 6% positivas para flavivírus. Essas amostras haviam sido classificadas como negativas na triagem rápida, sugerindo falhas diagnósticas ou circulação concomitante de outros vírus do mesmo gênero. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados evidenciam a importância da investigação molecular para aprimorar o diagnóstico clínico-laboratorial e fortalecer o monitoramento epidemiológico das arboviroses em crianças.

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Rodrigues Ferreira, M., Bergamini Resende Silveira, R., Teixeira Silva, A., Brito Oliveira, S., & Azevedo Costa, E. (2026). SUBDIAGNÓSTICO DE ARBOVIROSES EM CRIANÇAS: EVIDÊNCIAS MOLECULARES EM UM HOSPITAL DE BELO HORIZONTE-MG. Sinapse Múltipla, 15(1), 579–580. Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/sinapsemultipla/article/view/38181

Edição

Seção

RESUMOS