O POTENCIAL INIBITÓRIO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS NAS PRINCIPAIS BACTÉRIAS CAUSADORAS DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Autores

  • Marisa Camargos Barbosa Puc Minas
  • Evelyn Lívia Miranda da Silva
  • Laura Cecília Borba Pereira
  • Mariana Guimarães de Oliveira
  • Rafaela Mendes de Oliveira
  • Sabrynna Brito de Oliveira
  • Allysson Thiago Cramer Soares

Palavras-chave:

Óleos essenciais, Atividade antimicrobiana, Staphylococcus aureus, Infecções relacionadas à assistência à saúde, Resistência bacteriana.

Resumo

INTRODUÇÃO: A resistência bacteriana é um dos principais desafios dos sistemas de saúde, agravada pelo uso inadequado de antibióticos, o que dificulta o controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Entre os microrganismos mais envolvidos nessas infecções destaca-se o Staphylococcus aureus, patógeno oportunista com elevada capacidade de adaptação e resistência a diferentes antimicrobianos. Diante da redução da eficácia dos antibióticos convencionais, cresce o interesse por alternativas naturais com potencial antimicrobiano, como os óleos essenciais (OEs), relevantes no controle de microrganismos associados às IRAS. MATERIAL E MÉTODOS: A atividade antimicrobiana dos óleos essenciais frente a S. aureus foi avaliada pelos métodos de perfuração em ágar e de exposição volátil em placa aberta. Os óleos essenciais, obtidos do projeto Centro de Terapias Alternativas Alberto Ceabra (CETAS), foram extraídos por destilação por arraste a vapor, totalizando 36 óleos. No teste de perfuração em ágar, dez óleos foram analisados em diluições de 100 a 1,56%, com incubação a 37 °C por 24 horas e mensuração dos halos de inibição. No ensaio de exposição volátil, utilizaram-se os óleos de Ocimum gratissimum, Cymbopogon martinii e Thymus vulgaris, com discos impregnados fixados na tampa das placas. O óleo mineral e o formol foram empregados como controles negativo e positivo, respectivamente, e as placas incubadas a 37 °C por 24 horas, avaliando-se os efeitos sobre o crescimento bacteriano. RESULTADOS e DISCUSSÃO: Todos os óleos essenciais testados apresentaram atividade antimicrobiana frente ao S. aureus. No ensaio de perfuração em ágar, o óleo de Caconapea gratioloides apresentou o maior halo de inibição (31 mm), superior ao da oxacilina (24 mm), enquanto Thymus vulgaris também demonstrou elevada atividade (23 mm). Os demais óleos apresentaram efeito inibitório moderado (9–14 mm). Esses resultados evidenciam a eficácia dos óleos essenciais na inibição do crescimento de S. aureus. No teste de exposição volátil, os óleos de Ocimum gratissimum, Cymbopogon martinii e Thymus vulgaris inibiram o crescimento bacteriano sem contato direto com o meio de cultura, sugerindo potencial aplicação antimicrobiana em ambientes assistenciais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados demonstram que os óleos essenciais avaliados apresentam potencial antimicrobiano frente ao S. aureus, com destaque para o óleo de Caconapea gratioloides e o de Thymus vulgaris. A eficácia observada no ensaio de exposição volátil indica a possibilidade de aplicação ambiental desses óleos no controle de microrganismos associados às IRAS, configurando-os como alternativas promissoras e complementares aos antimicrobianos convencionais.

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Camargos Barbosa, M., Silva, E., Cecília Borba Pereira, L., Guimarães de Oliveira, M., Mendes de Oliveira, R., Brito de Oliveira, S., & Thiago Cramer Soares, A. (2026). O POTENCIAL INIBITÓRIO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS NAS PRINCIPAIS BACTÉRIAS CAUSADORAS DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE. Sinapse Múltipla, 15(1), 462–465. Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/sinapsemultipla/article/view/38193

Edição

Seção

RESUMOS