MORTALIDADE INFANTIL EM MINAS GERAIS:

ANÁLISE DOS FATORES DETERMINANTES E DESAFIOS PARA A REDUÇÃO DE ÓBITOS EVITÁVEIS

Autores

  • Larissa Pereira Alves Cruz Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Departamento de Biomedicina
  • Camila Gonçalves Estrela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Departamento de Biomedicina
  • Emilly Santarelli Cunha Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Departamento de Biomedicina
  • Luiza Soares Costa Neves Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Departamento de Biomedicina
  • Maria Eduarda de Assis Dutra Gonçalves Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Departamento de Biomedicina
  • Mariane Juliele Mendes Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Departamento de Biomedicina
  • Taynara Ferreira Couto Malta
  • Marcelo Diniz Monteiro de Barros a) Departamento de Ciências Biológicas da PUC Minas; b) PG-EBS - Instituto Oswaldo Cruz - Fundação Oswaldo Cruz

Palavras-chave:

Mortalidade Infantil em Minas Gerais, Fatores Determinantes em Saúde Pública, Pesquisas a partir do DATASUS.

Resumo

A mortalidade infantil é um importante indicador das condições de saúde, do desenvolvimento socioeconômico e da qualidade da assistência à população. Esse trabalho teve como objetivo analisar os fatores determinantes da mortalidade infantil no estado de Minas Gerais entre os anos de 2020 e 2024. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, com utilização de dados secundários do DATASUS (SIM e SINASC), no qual foram avaliadas variáveis como macrorregião de saúde, faixa etária, sexo, causas de óbitos, escolaridade materna, idade gestacional e peso ao nascer. No período analisado, registraram-se 1.178.134 nascidos vivos e 12.966 óbitos infantis. A taxa de mortalidade infantil aumentou de 10,45 óbitos por mil nascidos vivos, em 2020, para 11,31 em 2024, representando incremento aproximado de 8,2% no período. Observou-se predominância dos óbitos no período neonatal precoce, com elevação nos períodos neonatal tardio e pós-neonatal, associados a fatores socioeconômicos e à qualidade da atenção primária. Cerca de 71% dos óbitos foram considerados evitáveis, relacionados a falhas no pré-natal, parto e assistência ao recém-nascido, além de fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer e baixa escolaridade materna. Persistem desigualdades regionais e impactos indiretos na pandemia do COVID-19. Conclui-se, apesar de avanços, que a mortalidade infantil permanece como desafio, exigindo fortalecimento da atenção primária e qualificação da assistência materno-infantil. 

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Biografia do Autor

Marcelo Diniz Monteiro de Barros, a) Departamento de Ciências Biológicas da PUC Minas; b) PG-EBS - Instituto Oswaldo Cruz - Fundação Oswaldo Cruz

Professor do Departamento de Ciências Biológicas da PUC Minas

 

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Pereira Alves Cruz, L., Gonçalves Estrela, C., Santarelli Cunha, E., Soares Costa Neves, L., de Assis Dutra Gonçalves, M. E., Mendes, M. J., … Barros, M. D. M. de. (2026). MORTALIDADE INFANTIL EM MINAS GERAIS: : ANÁLISE DOS FATORES DETERMINANTES E DESAFIOS PARA A REDUÇÃO DE ÓBITOS EVITÁVEIS. Sinapse Múltipla, 15(1), 613–634. Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/sinapsemultipla/article/view/38265

Edição

Seção

SINAPSE DA SAÚDE