• Chamada para publicação - Semana de 22: literatura e outras mídias - v. 26, nº 58. 3º Quadrimestre/2022

    06-12-2021

    Manifestação da mentalidade modernista, a Semana de Arte de 1922, que completa 100 anos, constituiu-se a partir da experimentação em artes diversas como a literatura, teatro, pintura, escultura e música. Vistas à luz de noções caras aos estudos literários e comunicacionais contemporâneos, essas formas ou “expressões de artes distintas”, como divulgaram os jornais da época, travam suas próprias relações intermidiáticas por meio de referências e combinações. Do mesmo modo, como já demonstraram estudos acerca do horizonte técnico do início do século 20, o diálogo entre literatura e dispositivos maquínicos atravessaram as fabulações modernistas, em conversação com o instantâneo, a velocidade e a imagem em movimento da arte cinematográfica em emergência. Nas palavras de Oswald de Andrade, “o século contemporâneo do cinema, do telégrafo sem fio, das travessias aéreas intercontinentais, exig[ia] uma maneira nova de expressão estética – talvez ainda eivada de absurdos aparentes, chocantes, rascante, brutal portadora de germens esplêndidos para uma primavera”. Esses aspectos artísticos e programáticos tiveram, em outra mídia, a revista, uma materialidade propícia à criação e divulgação do movimento. Obras e ideias-manifesto do período, notadamente as referentes à antropofagia cultural, têm sido transpostas e apropriadas, desde então, por movimentos cinematográficos, teatrais, musicais e nas artes plásticas.  São, portanto, inúmeras as associações possíveis, derivadas da Semana de 22, entre literatura e outras mídias.

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