O discurso dissimulador das Folhas caídas

  • Márcia Valéria Zamboni Gobbi UESP
Palavras-chave: Folhas caídas, Almeida Garrett,

Resumo

Este estudo toma como objeto as Folhas caídas, de Almeida Garrett, analisadas sob a ótica da dualidade confissão/simulacro do sentimento amoroso, que remete para a prática da ironia romântica e aponta para a modernidade da poesia garrettiana (no sentido de assumir o jogo da representação como forma de realizar e, simultaneamente, de questionar a criação poética). Para efetivar-se, a análise estabelece entre os poemas do conjunto relações que intentam evidenciar a constituição de um espaço dramático onde o eu-lírico se torna personagem e, através de um "monólogo em cena", manifesta a sua "confissão".

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Referências

ALMEIDA GARRETT. Folhas caídas. 2. ed. Mem Martins: Publicações Europa-América, 1987.

BRAIT, Beth. Ironia em perspectiva polifônica. Campi nas: Ed. UNICAMP, 1996.

FRYE, Northrop. Anatomia da crítica. São Paulo: Cultrix, 1973. p. 39-72: Crítica histórica: teoria dos modos.

MOURÃO-FERREIRA, David. Hospital das Letras. 2. ed. Lisboa: IN-CM, 1981. A poesia confidencial das Folhas caídas.

Publicado
08-10-1999
Como Citar
Gobbi, M. V. Z. (1999). O discurso dissimulador das Folhas caídas. Scripta, 3(5), 125-133. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/10304
Seção
Parte 1 - Dossiê Almeida Garrett