“Do vácuo da alma, insuspeitado, um mundo”: um estudo heideggeriano sobre tempos indigentes na poesia mítica de Santiago Villela Marques

  • Iouchabel Sarratchara de Fatima Falcão Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT: Cuiabá, Mato Grosso
  • Célia Maria Domingues da Rocha Reis Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT: Cuiabá, Mato Grosso
  • Danilo Barcelos Corrêa Universidade Estadual de Montes Claros: Montes Claros, MG.
Palavras-chave: Martin Heidegger, Poesia, Lírica, Santiago Villela Marques

Resumo

O objetivo deste artigo é buscar compreender alguns fenômenos poéticos do chamado “tempos indigentes”, a luz das reflexões do filósofo Martin Heidegger (2002), que se manifestam na imagem mítica da Criação no poema “A ÚLTIMA OBRA” (2008), de Santiago Villela Marques, a fim de interpretarmos como o divino e o poético podem surgir simultaneamente pelos corpos poemáticos que compõem a produção lírica da contemporaneidade. Para tanto, faremos um percurso analítico-fenomenológico que nos proporcione reflexões sobre o dizer sagrado dos poetas pelos seguimentos dos deuses foragidos, em relação ao tempo-espaço da era do mundo em que o poema é criado: na virada milenar e no século XXI.

 

Palavras-chave: Martin Heidegger. Poesia. Lírica. Santiago Villela Marques.

Biografia do Autor

Iouchabel Sarratchara de Fatima Falcão, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT: Cuiabá, Mato Grosso

Doutoranda em  Estudos de Linguagens, na área de concentração em Estudos Literários, da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT. Possui o título de Mestra em Estudos de Linguagens pelo mesmo programa e universidade. É graduada em Licenciatura Plena em Letras pela Universidade Estadual de Mato Grosso - UNEMAT.

Célia Maria Domingues da Rocha Reis, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT: Cuiabá, Mato Grosso

Mestre em Teoria Literária e Doutora em Literatura Brasileira, ambos cursados na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pós-doutora em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Docente (Associada IV) do Curso de Graduação em Letras e do Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem (PPGEL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Danilo Barcelos Corrêa, Universidade Estadual de Montes Claros: Montes Claros, MG.

Doutor em Letras pelo Programa de pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (2015). Mestre em Letras pelo Programa de pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (2011). Graduação em Letras (Bacharelado em Estudos Literários) pela Universidade Federal de Ouro Preto (2004). Atualmente é membro do núcleo permanente do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Letras / Estudos Literários, da Universidade Estadual de Montes Claros e professor de Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa na mesma universidade. 

Referências

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PAZ, Octavio. O arco e a lira. Trad. Ari Roitman e Paulina Wacht. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
Publicado
18-12-2020
Como Citar
Falcão, I. S. de F., Reis, C. M. D. da R., & Corrêa, D. B. (2020). “Do vácuo da alma, insuspeitado, um mundo”: um estudo heideggeriano sobre tempos indigentes na poesia mítica de Santiago Villela Marques. Scripta, 24(52), 452-475. https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2020v24n52p452-475