O tempo do falo, o intercâmbio: um Camões e uma Luiza, com Chapeuzinho a meio

Luís Maffei

Resumo


Pensar o erotismo implica pensar o tempo, não cronologicamente, mas a partir de atualizações que têm lugar especialmente nas artes. É constante, na história da cultura, a discussão acerca do masculino e do feminino, muitas vezes de modo dicotômico. À literatura é dado pôr em suspeita diversas convenções, inclusive as que dizem respeito à sexualidade. No que toca à questão do “falo” em literatura portuguesa, dois poetas são de fundamental importância: Camões, evidentemente, e Luiza Neto Jorge, nome marcante da poesia portuguesa do século XX. Cria sentidos interessantes lê-los trazendo à reflexão um livro infantil de nome A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho, pois, para além do encontro profícuo entre gêneros aparentemente distintos, um dos fulcrais problemas do livro em questão é o falo como item forte da relação entre masculino e feminino.

 


Palavras-chave


Tempo; Falo; Camões; Chapeuzinho Vermelho; Luiza Neto Jorge.

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