O conceito de phýsis ao longo da história
filosofia e reflexões ambientais
Palavras-chave:
Meio Ambiente, Filosofia, Ecologia, História da filosofia, Natureza, PhýsisResumo
O conceito de phýsis (natureza) passou por uma transformação significativa ao longo da história filosófica, refletindo a relação entre o ser humano e o meio ambiente. Na Antiguidade, Platão e Aristóteles abordaram a natureza como algo que se opõe ou complementa as normas humanas, com Platão, por meio de personagens como Cálicles, questionando as convenções que ignoram os limites naturais, enquanto Aristóteles via a phýsis como uma ordem teleológica que guia o desenvolvimento dos seres naturais. Com o advento da filosofia medieval, pensadores como Tomás de Aquino e Duns Scotus integraram a natureza com a espiritualidade, defendendo a natureza como uma expressão do divino, mas também alertando para os impactos da ação humana sobre ela. A partir da Modernidade e até o pensamento contemporâneo, especialmente com a reflexão ambiental, o conceito de phýsis ganha novos contornos, abordando as implicações éticas e ecológicas da intervenção humana sobre o mundo natural.
Downloads
Referências
ANGIONI, Lucas. “Natureza”, “substância” e metáfora em Aristóteles. Revista de Estudos Clássicos Tradutórios – Rónai, Campinas, n. 2, v. 8, p. 246-261, dez. 2020.
AQUINO, Tomás. Suma Teológica. 1936. 4278 p. Disponível em: https://sumateologica.files.wordpress.com/2017/04/suma-teolc3b3gica.pdf. Acesso em: 12 maio 2025.
ARISTÓTELES. Física I e II. Tradução de Lucas Angioni. 2 ed. Campinas: Editora Unicamp, 2009.
DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
FERREIRA FILHO, Pedro Calixto; CORSI, Uellinton Valentim. João Escoto Erígena, Periphyseon ou A divisão da natureza. Tradução de P. Calixto. Araripe – Revista de Filosofia, n. 3, v.1, p. 175-192, 2022.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 20 ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1999.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Tradução de Fausto Castilho. 19 ed. Petrópolis: Editora Unicamp; Editora Vozes, 2012.
PHÝSIS. In: PEREIRA, Isidro. Dicionário Grego-Português e Português-Grego. 8. ed. Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1998. p. 621.
PLATÃO. Diálogos de Platão: Górgias-Protágoras. Tradução de Carlos Alberto Nunes. 3 ed. Belém: ed.ufpa, 2021.
RÜDIGER, Francisco. Martin Heidegger e a questão da técnica: prospectos acerca do futuro do homem. 2 ed. Porto Alegre: Editora Sulina, 2014.
SANTOS, Claudiano Avelino dos. O Górgias retórico e o Górgias de Platão. 2008. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/11775. Acesso em: 12 maio 2025.
SCOTUS, João Duns. Tractatus de Primo Principio: Capítulo II. Tradução de Luis Alberto De Boni. Veritas, Porto Alegre, v. 53, n. 3, p. 91–117, jul./set. 2008.
SPINOZA, Benedictus. Ética demonstrada em ordem geométrica e dividida em cinco partes que tratam. Tradução de Roberto Brandão. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Cadernos de História

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
O envio de qualquer colaboração implica, automaticamente, a cessão integral dos direitos autorais à PUC Minas. Solicita-se aos autores assegurarem:
A inexistência de conflito de interesses (relações entre autores, empresas/instituições ou indivíduos com interesse no tema abordado pelo artigo), órgãos ou instituições financiadoras da pesquisa que deu origem ao artigo.
Todos os trabalhos submetidos estarão automaticamente inscritos sob uma licença creative commons do tipo "by-nc-nd/4.0".
Português
English
Español