A MÚSICA COMO LINGUAGEM DE CUIDADO:
EXPERIÊNCIAS COM MUSICOTERAPIA EM POPULAÇÕES INFANTIS VULNERÁVEIS
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2594-5467.2025v9n19p149-163Palavras-chave:
infância vulnerável, promoção da saúde;, extensão universitária;, musicoterapiaResumo
A música, reconhecida como linguagem universal e expressão cultural da humanidade, transcende barreiras linguísticas e culturais, configurando-se como um canal privilegiado de comunicação e cuidado. No campo da saúde, a musicoterapia tem se destacado como prática integrativa capaz de promover bem-estar, estimular o desenvolvimento cognitivo, emocional e social e reduzir níveis de estresse e ansiedade, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Assim, este artigo tem como objetivo descrever a experiência de um projeto de extensão em musicoterapia realizado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), junto a crianças atendidas na Casa Acolhedora de Sobral, Ceará. Entre abril e agosto de 2025, foram conduzidos 17 encontros semanais com atividades musicais lúdicas, como cantigas educativas, percussão corporal, jogos rítmicos e dinâmicas de escuta, abordando temas relacionados à saúde, autocuidado e valores sociais. Os resultados evidenciaram que a musicoterapia favoreceu a socialização, a autoestima, a expressão emocional e a aquisição de hábitos saudáveis, além de proporcionar acolhimento e resiliência frente às adversidades. Apesar de limitações quanto à frequência e diversidade etária das crianças, o estudo reforça a relevância da música como linguagem de cuidado e instrumento de humanização da atenção à infância vulnerável.
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