REFLEXÕES SOBRE A NATUREZA HUMANA E A VISIO DEI EM AGOSTINHO DE HIPONA
Conteúdo do artigo principal
Resumo
O presente trabalho pretende refletir e investigar a concepção de natureza humana na obra de Agostinho de Hipona (354-430 d.C.); bem como a possibilidade do conhecimento de Deus através do mundo material. Na construção de sua cosmogonia Agostinho foi bastante influenciado pelo neoplatonismo, em especial Plotino. O hiponense não elabora uma obra sistemática sobre ontologia, contudo, ao que nos aparenta, o problema do ser está como plano de fundo em toda sua produção filosófica. O mote central encontra-se na problemática da visio Dei: como o homem conhece e apreende o ser divino apenas com a vivência da categoria do material e mutável. Este trabalha o saber divino a partir de dois conceitos: a ratio e a ordo; e disserta em como Deus é relação em si mesmo e também à sua criação.
Downloads
Detalhes do artigo
Autoras e autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autoras e autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autoras e autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autoras e autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (por exemplo, em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) antes ou durante o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja em inglês O Efeito do Acesso Livre).
Referências
AGOSTINHO. A Cidade de Deus, parte I. Tradução de Oscar Paes Leme. 13 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. (Coleção Pensamento Humano).
AGOSTINHO. A Cidade de Deus, parte II. Tradução de Oscar Paes Leme. 8. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. (Coleção Pensamento Humano).
AGOSTINHO. A Trindade. Tradução e introdução Agustinho Belmonte. São Paulo, SP: Paulus, 1995. (Patrística, 7).
AGOSTINHO. Confissões. Tradução e prefácio de Lorenzo Mammì. 2 ed. São Paulo, SP: Penguin Classics Companhia das Letras, 2017.
AGOSTINHO. Contra os Acadêmicos; A Ordem; A Grandeza da Alma; O Mestre. Tradução de Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2008. (Patrística, 24).
AGOSTINHO. O Livre-Arbítrio. Tradução de Nair de Assis Oliveira. São Paulo, SP: Paulus, 2014. (Patrística, 8).
ARAÚJO, Hugo Filgueiras de. A dualidade corpo/alma, no Fédon, de Platão. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, PB, p. 96. 2009.
BRANDÃO, Ricardo Evangelista. A desordem na ordem: breves considerações acerca do conceito de ordem na cosmologia de Santo Agostinho. Civitas Augustiniana, v. 1, n. 4, Porto, 2015, p. 149-164. DOI: https://doi.org/10.21747/civitas/42015a6
BROWN, Peter Robert Lamont. Santo Agostinho, uma biografia. Tradução de Vera Ribeiro. 4 ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2006.
COSTA, Marcos Roberto Nunes. Maniqueísmo: história, filosofia e religião. Petrópolis: Vozes, 2003.
FARIA, Ernesto. Dicionário escolar Latino-Português. 3 ed. Rio de Janeiro, RJ: Campanha Nacional de Material de Ensino, 1962.
FERRARI, Leo C. Cosmologia. In: FITZGERALD, Allan D. (Org.). Agostinho através dos tempos. São Paulo: Paulus, 2018. p. 293-295. (Coleção Filosofia Medieval).
GABÁS, Raúl. El tiempo en Agustín y Husserl. Revista Española de Filosofia Medieval, v. 22, Córdoba, 2015, p. 33-41. DOI: https://doi.org/10.21071/refime.v22i.6210
GILSON, Étienne. Introdução ao estudo de santo Agostinho. Tradução de Cristiane Negreiros Abbud Ayoub. São Paulo: Discurso Editorial, 2006.
GIOVANNI, Reale. Plotino e neoplatonismo. Tradução de Henrique Cláudio de Lima Vaz. 3. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.
HEIDEGGER, Martin. Fenomenologia de vida religiosa. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2010.
PEREIRA JÚNIOR, Antônio; COSTA, Marcos Roberto Nunes. Fundamentação ontológica da cosmogonia agostiniana. Perspectiva Filosófica, v. 1, n. 39, jan/jun, Recife, 2013, p.71-81.
MARTINS FILHO, José Reinaldo F. Do problema do mal à alegria de ser como dom: um comentário ao De libero arbitrio, de Agostinho. Brasiliensis: Revista do Centro de Estudos Filosófico-Teológicos Redemptoris Mater, v. 7, n. 13, p. 49-91, 2018.
MURRAY, Alexander. Razão. In: LE GOFF, Jacques; Schmitt, Jean-Claude. (Orgs.). Dicionário analítico do Ocidente medieval: volume 2. Tradução coordenada por Hilário Franco Júnior. São Paulo: Editora Unesp, 2017. p. 423-439.
PACIONI, Virgilio. Ordem. In: FITZGERALD, Allan D. (Org.). Agostinho através dos tempos. São Paulo: Paulus, 2018. p. 722-723. (Coleção Filosofia Medieval).
PIRATELI, Marcos Roberto. O conceito de Homem em Santo Agostinho. VIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais & I Jornada Internacional de Estudos Antigos e Medievais, Anais da Jornada de Estudos Antigos e Medievais, Maringá, p. 1-15, 2009.
OLIVEIRA E SILVA, Paula. Fundamentos ontológicos e antropológicos da visão de Deus em Agostinho de Hipona. Civitas Augustiniana, v. 1, n. 1, Porto, 2012a, p. 116-130.
OLIVEIRA E SILVA, Paula. Ordem e Mediação – A ontologia relacional de Agostinho de Hipona. Porto Alegre: Letras&Vida, 2012.
TESKE, Roland J. Alma. In: FITZGERALD, Allan D. (Org.). Agostinho através dos tempos. São Paulo: Paulus, 2018. p. 99-103. (Coleção Filosofia Medieval).
VAHL, Matheus Jeske. Santo Agostinho: Os Fundamentos Ontológicos do Agir. Pelotas: NEPFIL online, 2016.