SÍMBOLOS E ARQUÉTIPOS NO RITUAL DO TORÉ POTIGUARA diálogos entre Psicologia Analítica e cultura indígena

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João Irineu de França Neto

Resumo

No presente trabalho, descrevo aspectos simbólicos e arquetípicos do ritual do toré, dança circular ritualística que é estruturante na cultura do povo indígena Potiguara, situado no litoral norte da Paraíba, com 33 aldeias nos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição. Elenquei para esta descrição os pressupostos epistemológicos da Psicologia Analítica junguiana, especificamente os conceitos de símbolo e arquétipo como materiais do inconsciente coletivo. O material analisado é resultante de pesquisa de campo participante, na forma de imersões culturais por eu ser pertencente à cultura do povo Potiguara. Concluo que o ritual do toré do povo Potiguara atua como uma produção simbólica do inconsciente coletivo na dinâmica da cultura ancestral indígena, unindo diferentes gerações de pessoas e fortalecendo vínculos de coletividade, na preservação da cultura e biodiversidade do território Potiguara e na luta pela efetivação de políticas públicas inclusivas da diversidade etnocultural e pelo Bem Viver dos povos originários.

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Como Citar
FRANÇA NETO, João Irineu de. SÍMBOLOS E ARQUÉTIPOS NO RITUAL DO TORÉ POTIGUARA: diálogos entre Psicologia Analítica e cultura indígena. INTERAÇÕES, Belo Horizonte, v. 21, n. 1, p. e211d03, 2026. DOI: 10.5752/P.1983-2478.2026v21n1e211d03. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/interacoes/article/view/37814. Acesso em: 14 jul. 2026.
Seção
DOSSIÊ - Psicologia junguiana e as espiritualidades indígenas, quilombolas e afro-brasileiras
Biografia do Autor

João Irineu de França Neto, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre em Letras pela Universidade Federal da Paraíba. Graduado em Psicologia pelo Centro Universitário Unipê e em Letras pela Universidade Estadual da Paraíba.

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