INTERIORIDADE E RELIGIÃO VIVIDA fundamentos fenomenológico-ontológicos da experiência religiosa a partir de Edith Stein
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Resumo
Este artigo investiga a relação entre interioridade e religião vivida a partir do pensamento de Edith Stein, com o objetivo de propor uma fundamentação fenomenológico-ontológica da experiência religiosa no campo das Ciências da Religião. Parte-se do problema de que parte significativa dos estudos sobre religião vivida privilegia a descrição de práticas cotidianas, narrativas pessoais e experiências concretas, sem aprofundar suficientemente seus fundamentos antropológicos e ontológicos. A pesquisa adota abordagem teórico-bibliográfica, de caráter fenomenológico e hermenêutico, articulando a antropologia filosófica de Edith Stein com a perspectiva contemporânea da religião vivida, especialmente em diálogo com Nancy T. Ammerman. O percurso argumentativo explicita, inicialmente, a noção steiniana de interioridade como núcleo espiritual da pessoa; em seguida, analisa a religião vivida como categoria interpretativa das práticas religiosas cotidianas; por fim, propõe uma aproximação entre essas perspectivas. Conclui-se que a interioridade pode ser compreendida como condição de possibilidade da experiência religiosa vivida, pois permite interpretar práticas, símbolos e narrativas não apenas como fenômenos socioculturais, mas como expressões da abertura constitutiva da pessoa ao sentido, ao valor e à transcendência.
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