FUNERAIS PET religião vivida, materialidade e luto nas relações multiespécies
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Resumo
O presente artigo examina os funerais pet como um observatório privilegiado das transformações nas relações humano-animal, com base em etnografia incidental em São Paulo e na análise de serviços especializados, a partir da religião vivida e da religião material. Argumenta-se que a chamada inflexão ontológica não supera o antropocentrismo, mas o rearticula, produzindo formas ambivalentes nas quais os pets são simultaneamente sujeitos de afeto e objetos de consumo. Ao integrar dimensões jurídicas, econômicas e rituais, o texto visa evidenciar o papel do mercado e da materialidade. Em diálogo com uma perspectiva indígena, problematiza-se a humanização dos animais e seus limites.
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