FUNERAIS PET religião vivida, materialidade e luto nas relações multiespécies

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Patrícia Rodrigues de Souza

Resumo

O presente artigo examina os funerais pet como um observatório privilegiado das transformações nas relações humano-animal, com base em etnografia incidental em São Paulo e na análise de serviços especializados, a partir da religião vivida e da religião material. Argumenta-se que a chamada inflexão ontológica não supera o antropocentrismo, mas o rearticula, produzindo formas ambivalentes nas quais os pets são simultaneamente sujeitos de afeto e objetos de consumo. Ao integrar dimensões jurídicas, econômicas e rituais, o texto visa evidenciar o papel do mercado e da materialidade. Em diálogo com uma perspectiva indígena, problematiza-se a humanização dos animais e seus limites.

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Como Citar
SOUZA, Patrícia Rodrigues de. FUNERAIS PET: religião vivida, materialidade e luto nas relações multiespécies. INTERAÇÕES, Belo Horizonte, v. 21, n. 2, p. e212d11, 2026. DOI: 10.5752/P.1983-2478.2026v21n2e212d11. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/interacoes/article/view/37988. Acesso em: 19 out. 2026.
Seção
DOSSIÊ - Abordagem da religião vivida em Ciência da Religião
Biografia do Autor

Patrícia Rodrigues de Souza, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutora em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em cotutela com a University of Wales Trinity and Saint David, País de Gales. Mestrado em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Especialização em História pela Universidade de Guarulhos. Graduação em Gestão Executiva em Gastronomia pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas.

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