Reflexões sobre a língua como instituição social em "A Vida da Linguagem", de W. D. Whitney (2010)
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n65p403-428Palavras-chave:
linguagem, fato social, instituição social, William Dwight WhitneyResumo
Neste artigo, examinam-se os principais conceitos teóricos explorados no livro A vida da linguagem, de William Dwight Whitney (2010), com foco em suas considerações a respeito da língua como um fato ou instituição social. Trata-se de um estudo de natureza bibliográfica, em que se busca descrever e interpretar os fatos sociais da linguagem conforme apresentados na obra. As análises apoiam-se nos estudos de Silva (2012) e Silva e Milani (2013) sobre a biobibliografia de Whitney. Em um primeiro momento, discute-se a abordagem de noções fundamentais da obra, a saber: linguagem, língua, pensamento e signo. Em um segundo momento, descreve-se a língua como fato ou instituição social segundo os postulados do autor. Argumenta-se que, na teoria de Whitney, a comunicação é o princípio que impulsiona o indivíduo em direção ao desenvolvimento da linguagem. Esse indivíduo é concebido como um ser ativo na sociedade, capaz de agir sobre ela e responsável pela disseminação e pelas transformações das línguas. A sociedade, por sua vez, delimita a atuação dos sujeitos, impõe as regras e os meios de utilização da linguagem, institui seus signos e os perpassa, por meio das tradições, às gerações futuras. Essa perspectiva, ainda que de forma restrita, assemelha-se às características constitutivas da noção de “fatos sociais” proposta por Émile Durkheim (1858-1917), entendidos como exteriores ao indivíduo e dotados de forças coercitivas.
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Referências
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