Marina, a pretinha de Mário de Andrade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n65p78-94

Palavras-chave:

Poesia, vanguarda, racismo

Resumo

Neste artigo, procuramos demonstrar como uma personagem secundária do romance Amar, verbo intransitivo, torna-se a protagonista de uma cena e de uma questão social fundamental na conformação das famílias brasileiras urbanas do século XX. Defendemos o argumento de que o procedimento estético adotado por Mário de Andrade para compor um dos episódios do romance lança luz sobre o problema do racismo que atravessa o enredo e o tom geral de todo o livro. Assim, ao analisarmos a composição da personagem Marina, na cena em que ela protagoniza, demonstramos como a forma de sua participação desnaturaliza a naturalização do racismo na obra.

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Biografia do Autor

Rafael Ubirajara de Lima Campos, PUC MG

Mestre em Literatura brasileira pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Doutor em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, e defendeu a tese Modulações da mimesis: Mário de Andrade e Machado de Assis, em 2021. Atua como professor de língua portuguesa no Colégio Santa Doroteia de Belo Horizonte, Orcid: 0000-0003-0387-8938. 

 

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Publicado

27-01-2026

Como Citar

CAMPOS, Rafael Ubirajara de Lima. Marina, a pretinha de Mário de Andrade. Scripta, Belo Horizonte, v. 29, n. 65, p. 78–94, 2026. DOI: 10.5752/P.2358-3428.2025v29n65p78-94. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/scripta/article/view/35778. Acesso em: 13 mar. 2026.