Narrar e r-existir:
uma forma de ser no sertão As narrativas sertanejas e o romance Grande sertão: veredas
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p583-623Palavras-chave:
narrativa, experiência, narradores sertanejos, re-existênciaResumo
Esta reflexão é resultado de uma pesquisa sobre os/as narradores/as e as narrativas que resistem às transformações sociais e ambientais no sertão mineiro, cenário da narração realizada pelo personagem sertanejo Riobaldo ao longo de todo o romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. Compartilham-se alguns resultados da pesquisa, dos encontros com os/as narradores/as do sertão e das discussões, abordagens e estudos desenvolvidos em torno do universo das narrativas por eles/as contadas, em diálogo com as narrativas rosianas. Refletimos sobre a importância da narrativa para o ser humano e sobre os arquétipos dos/as narradores/as sertanejos/as, desenvolvendo uma análise da narrativa sertaneja como modo de existir, de recriar a própria existência e de permanecer existindo como comunidade narradora do sertão. Partimos de Grande sertão: veredas para indicar a proximidade entre o narrador Riobaldo e os/as narradores/as sertanejos/as que r-existem no sertão mineiro, destacando que, em Rosa, a escuta da oralidade sertaneja é transfigurada em forma literária. Por fim, traçamos um paralelo entre a poesia do ato de contar e a do ato de ouvir.
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