Narrar e r-existir:

uma forma de ser no sertão As narrativas sertanejas e o romance Grande sertão: veredas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p583-623

Palavras-chave:

narrativa, experiência, narradores sertanejos, re-existência

Resumo

Esta reflexão é resultado de uma pesquisa sobre os/as narradores/as e as narrativas que resistem às transformações sociais e ambientais no sertão mineiro, cenário da narração realizada pelo personagem sertanejo Riobaldo ao longo de todo o romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. Compartilham-se alguns resultados da pesquisa, dos encontros com os/as narradores/as do sertão e das discussões, abordagens e estudos desenvolvidos em torno do universo das narrativas por eles/as contadas, em diálogo com as narrativas rosianas. Refletimos sobre a importância da narrativa para o ser humano e sobre os arquétipos dos/as narradores/as sertanejos/as, desenvolvendo uma análise da narrativa sertaneja como modo de existir, de recriar a própria existência e de permanecer existindo como comunidade narradora do sertão. Partimos de Grande sertão: veredas para indicar a proximidade entre o narrador Riobaldo e os/as narradores/as sertanejos/as que r-existem no sertão mineiro, destacando que, em Rosa, a escuta da oralidade sertaneja é transfigurada em forma literária. Por fim, traçamos um paralelo entre a poesia do ato de contar e a do ato de ouvir. 

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Biografia do Autor

Rosa Amélia Pereira da Silva, Instituto Federal de Brasília

Pós-doutora em Letras pela Universidade de São Paulo - USP, com pesquisa relacionada à narrativa de tradição oral no sertão mineiro. Doutora em Literatura e Práticas Sociais, pela Universidade de Brasília, com pesquisa relacionada à recepção da Literatura produzida por Guimarães Rosa no Vale do Urucuia. É mestre em Literatura também pela Universidade de Brasília, com a pesquisa intitulada Ler literatura: o exercício do prazer (2009). É especialista em Letras - Leitura, Análise e Produção de Texto pela Universidade de Brasília (2003), licenciada em Letras - Português e Literatura - pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2000), bacharela em Filosofia pela Universidade de Brasília (2021). É revisora de textos também pela Universidade de Brasília (2004). Atua como professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília - campus Brasília, tem experiência na área de Letras. Atua também no Mestrado em Educação Profissional - EPT - da Rede Federal de Ensino. Trabalha principalmente com os seguintes temas: leitura e escrita de textos técnicos e literários, literatura de tradição oral e literatura clássica, letramento literário, ensino, metodologias e práticas pedagógicas relacionadas ao ensino de literatura e de linguagens, formação de professores, práticas de ensino integradoras, currículo e ensino integrados. Atuou como coordenadora pedagógica e diretora de ensino no campus Samambaia do Instituto Federal de Brasília, diretora de desenvolvimento de ensino na pró-reitoria de ensino entre os anos 2020 e 2023 e, atualmente, é pró-reitora de ensino na mesma instituição.

André Fernandes Rodrigues Pereira , Instituto Federal de Brasília

Graduado em Ciências Sociais com habilitação em Sociologia pela Universidade de Brasília - UnB (2010) e mestre em Educação Profissional e Tecnológica pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica - ProfEPT (2020), da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Possui experiência em desenvolver projetos artísticos e culturais com a comunidade acadêmica, concretizando intervenções que colocam em diálogo a diversidade humana. Desde 2014 é professor efetivo do Instituto Federal de Brasília - IFB, atuando na formação crítica e cidadã de trabalhadoras e trabalhadores em cursos de variados níveis e modalidades.

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Publicado

31-12-2025

Como Citar

PEREIRA DA SILVA, Rosa Amélia; PEREIRA , André Fernandes Rodrigues. Narrar e r-existir: : uma forma de ser no sertão As narrativas sertanejas e o romance Grande sertão: veredas. Scripta, Belo Horizonte, v. 29, n. 67, p. 583–623, 2025. DOI: 10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p583-623. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/scripta/article/view/36202. Acesso em: 15 set. 2026.