Espécies companheiras na poética de Guimarães Rosa
uma leitura à luz da ecocrítica e dos estudos animais
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p178-207Palavras-chave:
ecocrítica, zooliteratura, multiespecismo, Guimarães RosaResumo
Nos últimos anos, tem sido uma constante a presença de eventos, sobretudo ligados ao clima, que remetem à ideia de que o planeta Terra precisa de mais atenção e cuidado por parte de nós humanos. Nesse sentido, surgem teorias que tentam dar conta de compreender esses fenômenos. Existem alguns estudos que se propõem discutir os rumos do planeta Terra frente a possíveis desastres ambientais. Desde a década de noventa, dentro dos estudos de literatura, sobretudo os realizados nos Estados Unidos, há uma abordagem teórico-conceitual denominada Ecocrítica que visa discutir questões ambientais a partir de uma relação com a literatura e com as artes de modo geral. O termo foi usado pela primeira vez na década de 1970, porém, as discussões que envolvem literatura e meio ambiente ganharam destaque na década de noventa. No Brasil, ainda que os estudos de Ecocrítica sejam recentes, existem muitos autores que trazem em suas obras uma preocupação com o meio ambiente e com a preservação da flora e da fauna, como é o caso do escritor mineiro Guimarães Rosa. Desse modo, neste artigo, nossa proposta é ler a obra de Guimarães Rosa à luz dos pressupostos da Ecocrítica, bem como dos estudos animais, com o objetivo de proporcionar uma reflexão acerca do pensamento ecológico na obra desse autor.
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