O teatro da consciência de Riobaldo
uma análise semiótico-cognitiva em Grande Sertão: Veredas
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p285-313Palavras-chave:
Grande Sertão: Veredas, Diadorim, teatro da consciência, Semiótica CognitivaResumo
Este artigo, derivado da Tese de Doutorado “O fictício de muros de espelho: a (con)figuração do amor por Diadorim no teatro da consciência de Riobaldo”, investiga a dinâmica do fluxo de consciência do narrador-personagem Riobaldo em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, com foco na encenação de seu amor por Diadorim. Fundamentado na Semiótica Cognitiva (Brandt, 2004; 2006; 2010; 2020), na Fenomenologia (Merleau-Ponty, 1964; 1966; 2003; 2018) e Teoria Literária (Candido, 1970; 2002a, 2002b, 2023), o estudo analisa como a teatralidade da mente e os processos de produção de sentido se manifestam na auto-organização de cenas de consciência. A pesquisa explora a natureza estética e intersubjetiva da linguagem, destacando a recursividade e os espelhamentos presentes na narrativa como elementos que revelam a constituição da subjetividade e a contínua busca por sentido. A partir da análise de episódios-chave, o artigo demonstra como Riobaldo (re)cria sua experiência afetiva, transformando-a em uma forma estética que humaniza e amplia a percepção do leitor sobre a complexidade da existência.
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Referências
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