Revisitando dois amores de Riobaldo
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p208-233Palavras-chave:
Grande sertão: veredas, amor, Otacília, DiadorimResumo
Neste texto, discute-se o amor de Riobaldo por Otacília e Diadorim buscando identificar o papel que cada um deles representou na trajetória do ex-jagunço. A partir da leitura de trechos do livro, foi possível perceber que, pelo ex-companheiro de jagunçagem, Riobaldo experimentou o chamado amor-paixão, aquele que não obedece ao bom senso e às determinações do eu consciente pois se impõe inexoravelmente, a despeito dos impedimentos que possam se colocar para os amantes. Otacília, entretanto, não ocupa lugar menos destacado em sua trajetória. Por ela, o ex-jagunço experimenta o amor possível no plano da vida cotidiana. Nesse sentido, pode ser visto como rebaixado em relação ao amor-paixão, que almeja o ilimitado; de outra perspectiva, contudo, pode significar elevação, uma vez que integra amor, casamento e amizade.
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