Diadorim
imagem fantasmática em Grande sertão: veredas
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p485-517Palavras-chave:
Guimarães Rosa, Diadorim, luto e melancolia, teoria queer, estudos de gêneroResumo
Os temas da morte e do amor se entrelaçam no imbricado problema que a figura de Diadorim, personagem inquietante e fascinante de Grande Sertão: Veredas, tem suscitado ao longo dos seus setenta anos existência. Partindo da hipótese de Diadorim como fantasma — figura espectral que assombra a memória e o discurso de Riobaldo — este trabalho propõe uma leitura mediante a melancólica narrativa de Riobaldo, ancorada na estética e nos estudos da imagem em diálogo com abordagens dos estudos de gênero, notadamente as perspectivas queer e trans. Com isso, discutimos a potência semântica e simbólica da indeterminação de Diadorim — figura que encarna a transgressão de limites entre gêneros, desejos e identidades — como chave interpretativa para uma leitura do romance. Assim, buscamos contribuir para o debate contemporâneo sobre a potência literária de Guimarães Rosa, a partir da persistência fantasmática de Diadorim como imagem, nome e enigma.
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