Diadorim

imagem fantasmática em Grande sertão: veredas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p485-517

Palavras-chave:

Guimarães Rosa, Diadorim, luto e melancolia, teoria queer, estudos de gênero

Resumo

Os temas da morte e do amor se entrelaçam no imbricado problema que a figura de Diadorim, personagem inquietante e fascinante de Grande Sertão: Veredas, tem suscitado ao longo dos seus setenta anos existência. Partindo da hipótese de Diadorim como fantasma — figura espectral que assombra a memória e o discurso de Riobaldo — este trabalho propõe uma leitura mediante a melancólica narrativa de Riobaldo, ancorada na estética e nos estudos da imagem em diálogo com abordagens dos estudos de gênero, notadamente as perspectivas queer e trans. Com isso, discutimos a potência semântica e simbólica da indeterminação de Diadorim — figura que encarna a transgressão de limites entre gêneros, desejos e identidades — como chave interpretativa para uma leitura do romance. Assim, buscamos contribuir para o debate contemporâneo sobre a potência literária de Guimarães Rosa, a partir da persistência fantasmática de Diadorim como imagem, nome e enigma.

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Biografia do Autor

Leandro Bessa, Universidade Católica de Brasília

Realiza pesquisa de Pós-doutorado no Departamento de Línguas Clássicas Vernáculas na FFLCH/USP. É Doutor e Mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade de Brasília. Professor PPG Inovação em Comunicação e Economia da Universidade Católica de Brasília (UCB).

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Publicado

31-12-2025

Como Citar

BESSA, Leandro. Diadorim: imagem fantasmática em Grande sertão: veredas . Scripta, Belo Horizonte, v. 29, n. 67, p. 485–517, 2025. DOI: 10.5752/P.2358-3428.2025v29n67p485-517. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/scripta/article/view/36605. Acesso em: 15 set. 2026.