BRINCAR E INTERAÇÕES NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE
ressignificações infantis em tempos de pandemia
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2318-7344.2025v13n22p168-184Palavras-chave:
Creche , Interações, Brincar, Retorno Presencial, PandemiaResumo
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo compreender como as crianças ressignificaram o brincar e as interações no contexto do retorno presencial à creche durante a pandemia de Covid-19. O estudo foi desenvolvido com crianças de 3 a 4 anos de idade em uma creche municipal de Santo André/SP e fundamentou-se nos estudos sociais da infância. A análise dos dados evidencia a potência da ação das crianças na produção das culturas infantis e revela que, por meio das brincadeiras e das interações, elas mobilizaram elementos do contexto pandêmico, elaborando formas próprias de participação, negociação e transgressão, mesmo em um cenário marcado por protocolos sanitários restritivos. Além disso, demonstra os limites do ensino remoto e híbrido para crianças pequenas, sobretudo em relação às oportunidades de brincar, conviver e compartilhar o cotidiano com seus pares, reafirmando a relevância da creche como espaço educativo. Conclui-se que as crianças assumiram um papel ativo na atribuição de significados a esse período histórico, demonstrando capacidade de interpretar, apropriar-se e reinventar as vivências decorrentes da pandemia. O estudo amplia a compreensão sobre os impactos desse contexto nas infâncias, ao conferir visibilidade às experiências, às vozes das crianças e às formas pelas quais elas interpretaram e responderam aos desafios do retorno presencial.
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