BRINCAR E INTERAÇÕES NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE

ressignificações infantis em tempos de pandemia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2318-7344.2025v13n22p168-184

Palavras-chave:

Creche , Interações, Brincar, Retorno Presencial, Pandemia

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo compreender como as crianças ressignificaram o brincar e as interações no contexto do retorno presencial à creche durante a pandemia de Covid-19. O estudo foi desenvolvido com crianças de 3 a 4 anos de idade em uma creche municipal de Santo André/SP e fundamentou-se nos estudos sociais da infância. A análise dos dados evidencia a potência da ação das crianças na produção das culturas infantis e revela que, por meio das brincadeiras e das interações, elas mobilizaram elementos do contexto pandêmico, elaborando formas próprias de participação, negociação e transgressão, mesmo em um cenário marcado por protocolos sanitários restritivos. Além disso, demonstra os limites do ensino remoto e híbrido para crianças pequenas, sobretudo em relação às oportunidades de brincar, conviver e compartilhar o cotidiano com seus pares, reafirmando a relevância da creche como espaço educativo. Conclui-se que as crianças assumiram um papel ativo na atribuição de significados a esse período histórico, demonstrando capacidade de interpretar, apropriar-se e reinventar as vivências decorrentes da pandemia. O estudo amplia a compreensão sobre os impactos desse contexto nas infâncias, ao conferir visibilidade às experiências, às vozes das crianças e às formas pelas quais elas interpretaram e responderam aos desafios do retorno presencial.

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Biografia do Autor

Giselle Carolina da Silva, Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)

Mestre em Educação pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS (2022). Graduada em Artes Visuais (2024),  Pedagogia pela Universidade Paulista (2015) e em Administração de Empresas pela Faculdade Anchieta de São Bernardo do Campo (2010). Pós graduação em Psicopedagogia Institucional e Neuropsicopedagogia Institucional. Atualmente é professora da Prefeitura Municipal de Santo André. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: creche, brincar, interações e prática pedagógica

Marta Regina Paulo da Silva , Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS )

Doutora em Educação pela UNICAMP. Mestre em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Graduada em Pedagogia e Psicologia. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (PPGE-USCS). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa Infâncias, Diversidade e Educação - GEPIDE (PPGE-USCS) e do Grupo de Estudos e Pesquisa Paulo Freire - GEPPF (PPGE-USCS). Atua nos seguintes temas: educação infantil, epistemologia freiriana, interculturalidade, relações de gênero, relações étnico-raciais, formação docente.

Vanessa Roberta do Amaral, Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)

Possui graduação em Artes Visuais (2023) pela Faculdade Cidade Verde(2023), graduação em Pedagogia pela faculdade de Conchas (2018) e graduação em Administração pelo Centro Universitário de Santo André(2007). Pós graduação  em Alfabetização e Letramento (2019), Psicopedagogia Institucional (2020), Atualmente é Professor Educação infantil e fundamental da Prefeitura Municipal de Santo André e mestranda pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul. 

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

SILVA, Giselle Carolina da; SILVA , Marta Regina Paulo da; AMARAL, Vanessa Roberta do. BRINCAR E INTERAÇÕES NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE: ressignificações infantis em tempos de pandemia . @rquivo Brasileiro de Educação, Belo Horizonte, v. 13, n. 22, p. 168–184, 2026. DOI: 10.5752/P.2318-7344.2025v13n22p168-184. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/arquivobrasileiroeducacao/article/view/35499. Acesso em: 14 jul. 2026.