VOZES DISSONANTES
estudantes da Comissão Pró-Grêmio do Colégio Estadual Central e o ensino profissionalizante na Ditadura Civil-Militar (1970-1979)
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2318-7344.2025v13n22p148-167Palavras-chave:
Educação na Ditadura Civil-Militar, Estudantes secundaristas, Reforma EducacionalResumo
O presente estudo, inserido no campo da História da Educação, analisa o posicionamento dos estudantes secundaristas do Estadual Central em relação ao modelo educacional implantado durante a Ditadura Civil-Militar brasileira na década de 1970. Nesse período, o Brasil viveu sob um regime que promoveu um projeto educacional voltado a atender as demandas econômicas do setor empresarial, inspirado por organizações como o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), acordos internacionais como o MEC-USAID e eventos como o Simpósio “A Educação que nos Convém” (1968). Tais ações fundamentaram as reformas educacionais do Primeiro e do Segundo Grau, implementadas em 1971, destacando a profissionalização como eixo formativo nas escolas. Metodologicamente, o estudo utiliza como fonte o jornal estudantil “Caminhando contra o vento”, analisado à luz de Bardin (1971). Teoricamente, dialoga com a História Cultural e a História Política. Concluímos que os secundaristas, integrantes da Comissão Pró-Grêmio criticaram e rejeitaram as diretrizes impostas pela Lei 5.692/1971, conforme evidenciado nos textos do jornal analisado.
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