PEDAGOGIA DO OPRIMIDO, COLONIALIDADE E SUBJETIVIDADE NA EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2318-7344.2026v14n23p113-132Palavras-chave:
Pedagogia do Oprimido, Colonialidade, Subjetividade, Educação, Epistemologias do SulResumo
O presente estudo analisa as contribuições da Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, para a problematização da colonialidade e dos processos de constituição da subjetividade no campo educacional. Parte-se do pressuposto de que a educação constitui um espaço atravessado por disputas políticas, epistemológicas e culturais, participando tanto da reprodução de formas históricas de dominação quanto da construção de possibilidades emancipatórias. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, desenvolvida por meio de abordagem teórico-crítica, fundamentada principalmente nas contribuições de Paulo Freire, Enrique Dussel, Aníbal Quijano, Frantz Fanon, Boaventura de Sousa Santos e Tomaz Tadeu da Silva. A análise evidencia que a crítica freiriana ultrapassa uma compreensão técnico-metodológica da educação ao situá-la no interior das relações históricas de poder que atravessam a produção dos saberes, das identidades e das subjetividades. Em articulação com as perspectivas decoloniais, o estudo demonstra que a colonialidade opera por meio da naturalização de hierarquias epistemológicas e sociais que interferem diretamente na constituição dos sujeitos. Destaca-se ainda a contribuição das Epistemologias do Sul para a construção de práticas educativas comprometidas com a pluralidade dos saberes e com a justiça epistemológica. Conclui-se que a pedagogia freiriana permanece teoricamente atual ao oferecer instrumentos críticos para o enfrentamento de racionalidades educativas hegemônicas e para a construção de práticas pedagógicas orientadas pela emancipação, pela dialogicidade e pela valorização da diversidade de experiências humanas.
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Referências
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