GEOGRAFIA DA MÚSICA E EDUCAÇÃO
leituras de São Paulo a partir do rap e de gêneros afins
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2318-7344.2026v14n23p147-162Palavras-chave:
Geografia da Música, Ensino de Geografia, São Paulo, Rap, Geografia Cultural, Educação BásicaResumo
Este artigo examina as contribuições da geografia da música para o ensino de Geografia, com recorte espacial na cidade de São Paulo e corpus formado por cinco canções do rap e de gêneros afins: A Ordem Natural das Coisas, de Emicida; Não Existe Amor em SP, de Criolo; Da Ponte pra Cá, dos Racionais MC’s; Um Bom Lugar, de Sabotage; e Transporte Público (Remistura), de Rincon Sapiência, DJ Asma e Carlinhos Alves. Embora o campo tenha avançado na compreensão das relações entre música, espaço e identidade, suas possibilidades de mediação conceitual no ensino da metrópole ainda carecem de sistematização. O problema de pesquisa indaga de que modo essas canções podem favorecer a leitura crítica do espaço urbano e a abordagem de categorias geográficas na educação básica. O objetivo geral consiste em compreender essa mediação; de forma específica, busca-se identificar as categorias mobilizadas nas letras, interpretar as leituras de São Paulo produzidas pelo corpus e sistematizar possibilidades pedagógicas. A pesquisa é qualitativa, aplicada e exploratório-descritiva, com procedimentos bibliográficos, documentais e analítico-interpretativos orientados pela análise de conteúdo temática. Os resultados mostram que as faixas articulam lugar, paisagem urbana, território, desigualdade socioespacial, cotidiano metropolitano, mobilidade urbana e pertencimento. Conclui-se que a geografia da música oferece uma via consistente para aproximar conceitos geográficos de experiências urbanas concretas e ampliar a leitura crítica da cidade no contexto escolar.
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