PARALELO ENTRE A CARACTERÍSTICA EXCLUDENTE DOS DIREITOS HUMANOS DE PRIMEIRA GERAÇÃO E A INFRAESTRUTURA DA PRISÃO

Autores

  • Pedro Henrique Noya Souza Leite Universidade Federal de Pernambuco
  • Jeremias David Caetano Menezes UFPE
  • João Pedro Amorim UFPE
  • Ana Helena Cox
  • George Silva UFPE
  • Gabriel Lins UFPE

Palavras-chave:

direitos humanos, sistema prisional, exclusão, direitos humanos de primeira geração, Regras de Mandela

Resumo

Este trabalho analisa o paralelo entre a lógica excludente dos Direitos Humanos de primeira geração e a infraestrutura carcerária contemporânea. Historicamente, tais direitos restringiam-se a um grupo seleto de homens brancos detentores de propriedades, negando a "plena humanidade" a outros. Essa seletividade reflete-se na arquitetura prisional, projetada para segregar fisicamente corpos considerados "indesejáveis". No Brasil, o sistema é descrito como uma "armadilha social" que criminaliza seletivamente por raça e classe. A pesquisa destaca a desumanização através da superlotação e da violência, onde Direitos Humanos são tratados como privilégios. Além disso, aponta o abismo entre a legislação nacional e as Regras de Mandela da ONU. Conclui-se que a reforma penal deve transcender a infraestrutura física, focando na ressocialização e na dignidade humana para romper com o ciclo de exclusão.

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Publicado

2026-06-08

Como Citar

Noya Souza Leite, P. H., Menezes, J., Amorim Melo, J. P., Cox Leite de Andrade, A. H., de Souza de Silva, G., & Cavalcanti Lins, G. (2026). PARALELO ENTRE A CARACTERÍSTICA EXCLUDENTE DOS DIREITOS HUMANOS DE PRIMEIRA GERAÇÃO E A INFRAESTRUTURA DA PRISÃO. Delictae: Revista De Estudos Interdisciplinares Sobre O Delito, 11(20). Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/delictae/article/view/37890