A RELAÇÃO TRANSFERENCIAL E A FUNÇÃO MATERNA NA FIGURA DE IEMANJÁ
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Resumo
O objetivo deste artigo é fazer uma aproximação simbólica entre a figura arquetípica de Iemanjá e a transferência materna à analista. O método utilizado foi a revisão bibliográfica de obras de autoras e autores junguianos que estudaram acerca dos temas transferência, contratransferência, arquétipo e complexo maternos, bem como da figura de Iemanjá, a fim de embasarem a discussão proposta, guiada pelo objeto exposto. A figura de Iemanjá no Brasil tem forte popularidade, independente de religião ou crença individual. Quando a figura arquetípica é convocada na clínica, faz-se necessário ampliar o símbolo para além da religião, uma vez que fé e religião ainda são assuntos tabus e pouco falados durante os atendimentos. Concluiu-se que, pelo fato de Iemanjá fazer parte da cultura brasileira e, portanto, do inconsciente coletivo como uma figura arquetípica, pode vir a emergir no contexto da clínica psicológica, inclusive, mediante o fenômeno da transferência, configurando-se como um símbolo materno a ser elaborado, o que pode vir a contribuir com o desenvolvimento psíquico do(a) paciente e com a relação terapeuta-paciente na clínica.
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