Reflexões sobre as burguesias sul-americanas e a integração regional

Igor Fuser

Resumo


O chamado "ciclo" de governos progressistas na América do Sul foi acompanhado de um conjunto de iniciativas de integração regional, como a Unasul, a Celac e a reorientação do Mercosul em um sentido mais voltado para a autonomia, o desenvolvimento e a redução das desigualdades sociais. Esses projetos, que entraram em uma fase de retrocesso após a ascensão de governos de direita no Brasil e na Argentina, enfrentaram desde o início graves obstáculos, responsáveis pelas debilidades em sua implantação. O artigo sustenta que os limites dos processos integracionistas sul-americanos se devem à hostilidade das burguesias locais em cada um dos países envolvidos perante um projeto político regional divergente em relação às diretrizes neoliberais do capitalismo global e contrário à hegemonia dos Estados Unidos na região. Especialmente nos dois países sul-americanos mais importantes, Brasil e Argentina, o empresariado adotou uma postura de oposição a qualquer elemento dos projetos integracionistas que o afastassem dos marcos restritos do livre-comércio, o que inviabilizou os objetivos mais abrangentes que nortearam a conduta dos governos progressistas nessa área.


Palavras-chave


integração regional, América do Sul, burguesia

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2317-773X.2017v5n3p112-125

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ISSN: 2317-773X