Notas sobre hegemonia, estado e guerra em Gilpin

Notes on hegemony, power and war in Gilpin

Palavras-chave: hegemonia, estabilidade, guerra, neorrealismo

Resumo

Alguns autores como William Wohlforth sugerem que o campo de Relações Internacionais teria ido mais longe e se desenvolvido melhor, se as teorias e o campo epistêmico de Robert Gilpin houvessem desempenhado o papel de um acontecimento intelectual contrafatual. Nosso argumento é que o ecletismo tanto temático, quanto teórico de Gilpin – capaz de abraçar causalidades materiais, ideias e instituições –, que caracteriza sua obra, aparentemente o teria impedido de sistematizar um quadro teórico e um conjunto de conceitos, limitando as possibilidades de chegar a ser o pensador contrafatual (ao neorrealismo), conforme reivindicado por Wohlforth. No entanto, sua obra, aparentemente dispersa, é composta de três grandes eixos de pensamento – estabilidade hegemônica, suas reflexões sobre o status contemporâneo do Estado e sua teoria da mudança política, bem como seu impacto sobre a guerra – e o que dá unidade e coesão aqueles três eixos é o conceito de hegemonia (no sentido de poder material).

Biografia do Autor

Rafael Duarte Villa, Universidade de São Paulo

Departamento de Ciência Política  da Universidade de São Paulo

Área: Relações Internacionais

Débora Garcia Gaspar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ

Professora de Economia Política Internacional da
Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ

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Publicado
19-12-2018
Como Citar
Villa, R. D., & Gaspar, D. G. (2018). Notas sobre hegemonia, estado e guerra em Gilpin. Estudos Internacionais: Revista De relações Internacionais Da PUC Minas, 6(3), 66-81. https://doi.org/10.5752/P.2317-773X.2018v6n3p66