Religião politizada contra violência institucionalizada: a Teologia da Libertação no imaginário religioso mundial

Alberto da Silva Moreira

Resumo


Desde seus inícios no final dos anos 60 na América Latina, a Teologia da Libertação, tanto como movimento social-político-religioso como reflexão teórica, influenciou igrejas, comunidades religiosas, grupos politicamente engajados, movimentos sociais de base religiosa, étnica, nacionalista e de gênero em muitas partes do mundo. Essa teologia, para enfrentar as muitas formas institucionalizadas da violência (fome, exclusão social, preconceito de gênero, classe, etnia), levou a sério a política como mediação para a fé. Num longo processo de diferenciação interna e de abertura temática e metodológica, em que não faltaram crises e conflitos, as diversas teologias da libertação interagiram com outras teologias, religiões e culturas. Hoje, devido ao processo de globalização cultural, está emergindo um imaginário social e religioso global. As teologias da libertação (na forma de relatos, biografias, símbolos, imagens, motivos, hermenêutica de textos sagrados e métodos de organização popular) se globalizaram e estão contribuindo para formar um imaginário social em torno da religião. Neste imaginário um aspecto da TdL que sobressai é justamente este: uma fé religiosa que assume responsabilidade política diante das formas estruturais de violência. Tal imaginário, mesmo se aparentemente intangível, influencia as práticas e o próprio horizonte da percepção da realidade, na religião e na política.


Palavras-chave


teologia da libertação; religião; política; globalização; imaginário religioso

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2014v12n33p12-42

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