Os caminhos da salvação e da condenação eternas: a presença da alegoria na História do Predestinado Peregrino e de seu Irmão Precito (1682), de Alexandre de Gusmão

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José Adriano Filho

Resumo

As repercussões que os ecos do Concílio de Trento (1546-1563) e o movimento da Contrarreforma tiveram em nível da produção artística no mundo católico, e as intenções pedagógico-didáticas subjacentes à sua composição estão fundamentadas na crença de que a arte poderia ser um instrumento eficaz de reconversão dos fiéis e de doutrinamento nos valores da fé católica. Considerando isto, este artigo mostra como a alegoria foi utilizada como instrumento de interpretação e construção do discurso religioso, como na obra História do Predestinado Peregrino e de seu Irmão Precito. A predisposição da alegoria para veicular conceitos abstratos através de visualizações concretas, aliada a uma forma de expressão indireta, tornaram-na um poderoso instrumento apologético, didático e recreativo para aquela época.

Palavras-chave: Religião e Literatura. Peregrinação. Alegoria. Contrarreforma.

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Como Citar
ADRIANO FILHO, J. Os caminhos da salvação e da condenação eternas: a presença da alegoria na História do Predestinado Peregrino e de seu Irmão Precito (1682), de Alexandre de Gusmão. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 13, n. 37, p. 525-541, 6 abr. 2015.
Seção
Artigos/Articles: Temática Livre/Free subject
Biografia do Autor

José Adriano Filho, Faculdade Unida de Vitória - ES

Doutor em Ciência da Religião e Professor da Faculdade Unida de Vitória, ES