A encíclica Laudato Si’: ecologia integral, gênero e ecologia profunda

  • José Eustáquio Diniz Alves Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ENCE/IBGE
Palavras-chave: Religião

Resumo

O Papa Jorge Mario Bergoglio lançou a “Carta encíclica Laudato Si’: sobre o cuidado da casa comum” no dia 18 de junho de 2015, mesmo dia em que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) mostrou que a temperatura da Terra continua aumentando e que maio de 2015 foi o mês mais quente da Terra desde 1880. Ao endossar o conhecimento científico em relação aos fatores antropogênicos do aquecimento global e defender ações para enfrentar as causas das mudanças climática e da degradação dos ecossistemas, a Santa Sé deu um passo fundamental para colocar os católicos na vanguarda da luta ecológica mundial e para estimular a assinatura de um Tratado Global, para substituir o Protocolo de Kyoto na 21ª Conferência das Partes (COP-21), que vai ocorrer em dezembro, em Paris. Mas a encíclica do Papa Francisco se propõe uma tarefa maior que é a defesa dos pobres dos países pobres, abordando de maneira conjunta o ambiente humano e o ambiente natural, na perspectiva de uma ecologia integral. O objetivo deste texto é analisar os avanços e as limitações das proposições da encíclica Laudato Si’ e como ampliar o diálogo sobre as relações de gênero e a ecologia profunda.

Biografia do Autor

José Eustáquio Diniz Alves, Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ENCE/IBGE
José Eustáquio Diniz Alves é doutor em demografia pelo Cedeplar/UFMG, com pós-doutorado no Nepo/
Unicamp, professor titular do Programa de Pós-graduação em População, Território e Estatísticas
Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística – IBGE.

Publicado
30-09-2015
Como Citar
ALVES, J. E. D. A encíclica Laudato Si’: ecologia integral, gênero e ecologia profunda. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 13, n. 39, p. 1315-1344, 30 set. 2015.