O Deus que vem a nós: reflexões hermenêutico-teológicas da revelação desde cima e desde baixo

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Abdruschin Schaeffer Rocha

Resumo

O presente artigo se propõe discutir a revelação no horizonte da recepção. Nesse sentido, parte do pressuposto de que a matriz metafísica é o lugar a partir de onde a compreensão tradicional da revelação se coloca, mas, também, a perspectiva a partir da qual deve ser criticada. Esse horizonte teórico acabou por gerar a expectativa de se acessar o Deus-em-si, infinito e necessário, visto na perspectiva de sua imutabilidade, alheado da história, cuja revelação se compreende sempre desde cima, ou seja, a partir de seu caráter absoluto. Propõe-se, portanto, a recepção como critério hermenêutico-teológico, por meio da qual se busca uma abordagem da revelação a partir de como somos tocados, como somos interpelados, a partir do modo como se transforma em experiência humana e se amolda à nossa linguagem. Para tanto, busca-se na compreensão de revelação de Joseph Moingt um suporte para uma abordagem desde baixo, segunda a qual Deus deixa de ser aquele que é, compreendido na perspectiva da necessidade, e se torna aquele que vem, concebido numa perspectiva de gratuidade.

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Como Citar
ROCHA, A. S. O Deus que vem a nós: reflexões hermenêutico-teológicas da revelação desde cima e desde baixo. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 15, n. 47, p. 974-996, 30 set. 2017.
Seção
Artigos/Articles: Temática Livre/Free subject
Biografia do Autor

Abdruschin Schaeffer Rocha, Faculdade Unida de Vitória

Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Brasil e em filosofia pela Universidade Federal do Espírito Santo; mestre em Teologia pela Faculdades EST e doutor em Teologia pela PUC-RIO. Atualmente é professor no curso de graduação em teologia e no programa de pós-graduação (mestrado profissional) da Faculdade Unida de Vitória. Também é pastor da Igreja Metodista Wesleyana da Praia da Costa, em Vila Velha-ES.