A vida religiosa feminina e as relação de poder na Ordem dos Pregadores: reflexões a partir dos epistolário de Jordão da Saxônia

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Carolina Coelho Fortes
Andreia Cristina Lopes Frazão da Silva

Resumo

Entre 1221 e 1236, Jordão da Saxônia, mestre geral da Ordem dos Frades Pregadores, e Diana de Andaló, monja do mosteiro de Santa Inês em Bolonha, foram assíduos correspondentes. Da troca de missivas que caracterizou sua amizade, chegaram até nós apenas algumas dezenas de cartas escritas pelo frade. Nelas é possível perceber o crescimento da Ordem naqueles primeiros anos de sua instituição, sua gradual organização, bem como as diretivas do mestre em relação à vida religiosa feminina, entre alusões aos detalhes da vida cotidiana de um religioso no século XIII. É neste corpus documental que nos apoiamos para compreender as relações de poder que pautaram o processo de institucionalização da então recém-criada Ordem dos Frades Pregadores, em especial a questão da afiliação de casas femininas à Ordem, tema sobre o qual os frades oscilavam entre a resistência e a aceitação, por conta das implicações materiais e administrativas que tal associação significava. Concentraremos a nossa análise, a partir da perspectiva da análise discursiva, em três cartas - duas enviadas à Diana, e uma enviada ao provincial da Lombardia, Estevão de Espanha-, para perceber as questões presentes na formação de um braço feminino da Ordem. Concluímos que esta discussão específica compunha um cenário maior de disputas internas pelo controle da Ordem.

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Como Citar
FORTES, C. C.; FRAZÃO DA SILVA, A. C. L. A vida religiosa feminina e as relação de poder na Ordem dos Pregadores: reflexões a partir dos epistolário de Jordão da Saxônia. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 15, n. 48, p. 1220-1252, 31 dez. 2017.
Seção
Artigos/Articles: Dossiê/Dossier
Biografia do Autor

Carolina Coelho Fortes, Departamento de História - Universidade Federal Fluminense

Profa. Adjunta de História Medieval da Universidade Federal Fluminense

Andreia Cristina Lopes Frazão da Silva, Instituto de História - UFRJ

Doutora em História Social (UFRJ), professora titular da UFRJ e do PPG em História Comparada