Formas de resistência da religiosidade, da memória e da cultura negra no Amapá: o caso da comunidade quilombola de Mel da Pedreira

Elivaldo Serrão Custódio, Oneide Bobsin

Resumo


O presente artigo objetiva refletir sobre as formas de resistência da religiosidade, da memória e da cultura negra da Comunidade de Remanescente de Quilombo Mel da Pedreira, localizada no município de Macapá, estado do Amapá. Uma comunidade que possui sua história, práticas culturais e identidade marcadas pela religiosidade de matriz afro-ameríndia e posteriormente protestante. O presente trabalho trata-se do resultado final de um dos capítulos de um estudo etnográfico de natureza qualitativa que adotou a pesquisa bibliográfica, a análise documental, a entrevista semiestruturada e ação colaborativa (pesquisa-ação) no âmbito da Tese de Doutorado em Teologia. O fator relevante para a escolha desta comunidade deve-se ao fato da mesma se diferenciar das demais, por não trazer como parte de sua cultura, os rituais de matriz africana e as festas de santo católico, à medida que realiza cultos evangélicos. No entanto, os resultados apontam que embora essa comunidade quilombola apresente princípios protestantes em sua forma de vida, nos hábitos e nos costumes, há evidências de resistência de religiosidade afro-ameríndia em suas manifestações religiosas, pois utiliza a Caixa de Marabaixo e o Tambor - instrumentos símbolos de raiz negra muito utilizado nas celebrações de matriz africana no Amapá.


Palavras-chave


Quilombo; Formas de resistência; Identidade protestante; Mel da Pedreira-AP

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2019v17n52p366-388

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