AS INTERSEÇÕES ENTRE O RACISMO ESTRUTURAL E A NECROPOLÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2019v10n20p815-824Parole chiave:
Racismo Estrutural, Necropoder, Biopoder, Soberania, Estado de ExceçãoAbstract
Ao atravessarmos as discussões sobre o Racismo Estrutural e a Necropolítica nos aproximamos de uma reflexão acerca das constituições da cena política que demarca espaços de vida e de morte. A problematização do biopoder, aos moldes de Mbembe, demarca a construção do sujeito alinhada às insígnias de subjetividade que se distanciam, como ventilação de uma concepção colonizada de mundo, dos corpos negros. A constatação de uma soberania que se alinha ao interesse perverso de matar aqueles que são constituídos como exceção se liga ao processo permanente de criação de um inimigo comum. Esse inimigo é mantido através de um interesse hegemônico e ideológico que desliza se enraíza nas realidades sociais. A formação de um processo simbólico e valorativo que forja as nossas consciências, faz com que sejamos capazes de reproduzir discursos, práticas e valores de exclusão da população negra ventilando, assim, as determinações de um estado colonizador e genocida.
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