Autodefinição em A Poeta X

Enfrentamento das imagens de controle e resistência ao dispositivo de racialidade na escrita de Elizabeth Acevedo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2025v14e36420

Palavras-chave:

Imagens de controle, Autodefinição, escrevivência, Poeta X, Elizabeth Acevedo

Resumo

Para refletir sobre a resistência de mulheres negras na literatura infantojuvenil, tomamos como corpus o livro A Poeta X, de Elizabeth Acevedo. A análise propõe um diálogo entre a obra e o conceito de autodefinição como resistência propostas por Collins (2019). O percurso metodológico se baseia na analise das poesias do livro que evidenciam as imagens de controle impostas à personagem; sua resposta subjetiva em forma de resistência poética; e o papel da coletividade nesse processo de subjetivação. A partir dessa delimitação, a análise investiga, na construção escrevivente de Elizabeth Acevedo, a autodefinição na trajetória da protagonista Xiomara.

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Biografia do Autor

Talita Vasconcelos Brandão, Universidade Federal de Minas Gerais

Talita Vasconcelos Brandão é jornalista formada pela UEMG e mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG, na linha de Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades. Integra os grupos de pesquisa AFETOS: Comunicação, Discursos e Experiências e Comunicação, Raça e Gênero (Coragem). Além do Núcleo de Estudos em Educação a
Distância e Educação Digital (NEEDED).

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Publicado

01-12-2025

Como Citar

BRANDÃO, Talita Vasconcelos. Autodefinição em A Poeta X: Enfrentamento das imagens de controle e resistência ao dispositivo de racialidade na escrita de Elizabeth Acevedo. Dispositiva, Belo Horizonte, v. 14, p. e36420, 2025. DOI: 10.5752/P.2237-9967.2025v14e36420. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/dispositiva/article/view/36420. Acesso em: 30 jan. 2026.