Comunicação, Cidade e Memória em “O Agente Secreto”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e37747

Palavras-chave:

Memória, Cidades, Cinema, Comunicação

Resumo

O artigo analisa como o filme O Agente Secreto problematiza o esquecimento como projeto político e como operação estética ligada à memória brasileira. Em abordagem que privilegia a análise fílmica interpretativa, compreende-se o cinema como dispositivo de resistência à amnésia social e como linguagem capaz de reinscrever conflitos históricos no presente. A discussão organiza-se em três eixos: (1) cinema como resistência; (2) a cidade de Recife como personagem e arquivo sensível, articulando memória urbana e a instrumentalização simbólica das cidades nas lógicas de marca-cidade; e (3) o esquecimento como prática pública e institucional, sustentada por seleções, exclusões e hierarquizações do passado. Argumenta-se que o filme recusa a nostalgia reconfortante e expõe a normalização do apagamento como prática social.

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Biografia do Autor

Rodrigo Maurício Freire Soares, Universidade do Estado da Bahia

Rodrigo Maurício Freire Soares é doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas/Universidade Federal da Bahia) e mestre em Desenvolvimento e Gestão Social (Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Gestão Social/ Universidade Federal da Bahia). É professor do curso de Relações Públicas da Universidade do Estado da Bahia e pesquisador líder do grupo INTERFACES: Grupo de Pesquisa em Comunicação: Organizações, Linguagens e Cultura (Universidade do Estado da Bahia).

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Publicado

11-08-2026

Como Citar

SOARES, Rodrigo Maurício Freire. Comunicação, Cidade e Memória em “O Agente Secreto”. Dispositiva, Belo Horizonte, v. 15, p. e37747, 2026. DOI: 10.5752/P.2237-9967.2026v15e37747. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/dispositiva/article/view/37747. Acesso em: 18 ago. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Nostalgia(s) nas mídias