Comunicação, Cidade e Memória em “O Agente Secreto”
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e37747Palavras-chave:
Memória, Cidades, Cinema, ComunicaçãoResumo
O artigo analisa como o filme O Agente Secreto problematiza o esquecimento como projeto político e como operação estética ligada à memória brasileira. Em abordagem que privilegia a análise fílmica interpretativa, compreende-se o cinema como dispositivo de resistência à amnésia social e como linguagem capaz de reinscrever conflitos históricos no presente. A discussão organiza-se em três eixos: (1) cinema como resistência; (2) a cidade de Recife como personagem e arquivo sensível, articulando memória urbana e a instrumentalização simbólica das cidades nas lógicas de marca-cidade; e (3) o esquecimento como prática pública e institucional, sustentada por seleções, exclusões e hierarquizações do passado. Argumenta-se que o filme recusa a nostalgia reconfortante e expõe a normalização do apagamento como prática social.
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